25.12.02

Ça plane pour moi (Plastic Bertrand)

Vou pra Brasília amanhã. Pra não sentir falta da música de sintetizador, vou fazer um CD. O difícil é escolher as peças.
Bom, gente, até logo. Não precisam voltar aqui até o dia 4; não vai ter nada de novo.

24.12.02

Turning japanese - The vapors

Acho que estou viciada em músicas podreiras dos anos 80... depois de ficar viciada em música de anime por um tempão, consegui ir ainda mais baixo! Olha a minha playlist:
1.When in rome - the promise
2.The buggles - Video killed the radio star
3.Bomb the bass - beat dis (12" version)
4.A-ha - Take on me
5.Morrisey - suedehead
6.Depeche mode - Just can't get enough
7.Soft cell - tainted love
8.Romantics - Talking in your sleep
9.A flock of seagulls - I ran (so far away)
10.Michael Jackson - Don't stop till you get enough
11.The clash - Rock the casbah (Justo hoje?)

23.12.02

Resíduos do Santo Inácio

Eu fiquei muito boa em esconder meus sentimentos depois de viver por três anos onde todos me tratavam mal (até a orientadora pedagógica, mulher ridícula que achava que estava me fazendo bem). O resultado disso é que agora tenho dificuldade em me expressar mesmo quando quero. É como se eu tivesse ficado burocrática: às vezes, o pensamento me diz exatamente a coisa certa a fazer, mas não dá a ordem (em três vias) para a realização da ação. É como se eu desconfiasse de mim mesma. Quando eu vejo, a oportunidade de "realizar" já passou...
Blue Monday - New Order

How does it feel to treat me like you do?
When you've your hands upon me
And told me who you are
I thought I was mistaken
I thought I heard your words
Tell me, how do I feel
Tell me now, how do I feel

21.12.02

5,84 na conta corrente

Precisa dizer mais? Talvez. Que minha mãe, tendo insistido em almoçar comigo no Outback Steakhouse (conta de nós duas: 70 reais), comprar perfumes da Boticário para o meu namorado (que não usa perfume porque tem olfato sensível - e ela não sabia disso) e para a minha anfitriã em Brasília (100 reais, no mínimo), e trazido dois presentes inúteis de Brasília para a minha pessoa (um estojo de lápis, sendo que não uso estojo desde o final do segundo grau - e ela nem sabia disso! - e uma bermuda azul-pijama, cor que eu detesto desde a última vez que esteve na moda, há uns 10 anos - e ela não sabia disso também), continua choramingando que não tem dinheiro pra me sustentar. Porque será?
Talvez esse tenha sido um período longo demais, mas faz todo o sentido. Leia de novo, se precisar.
Um dia eu disse a ela: compre um par de sapatos a menos por mês (isto é: dois, em vez de três) e você vai ter dinheiro pra me dar. Ela respondeu que a sensação de andar com sapatos novos é muito boa, "você não acha?".
Eu pirei, mas claro que não adiantou. Não adiantou até hoje.

19.12.02

Matéria-prima

Almodóvar podia passar no meu condomínio e filmar uma mistura de "Edifício Palace" e "Mulheres à beira de um ataque de nervos". Além da esquizofrênica-aqui-de-cima e da escritora-com-problemas-financeiros-e-familiares tem:
1-A casa-barraco. Minhas vizinhas da frente, ou seja: duas irmãs, senhoras aparentemente de respeito, uma garota da minha idade e uma garotinha que acho que é irmã dela, além de possíveis outras mulheres, vivem a gritar umas com as outras. Meu pai diz ter presenciado a seguinte discussão edificante entre as duas irmãs:
- Vai tomar no cu!
- Vai você, que vai te fazer bem!
- Com manteiga é melhor!
Marlon Brando terá papel garantido.
2-Nosso prédio não tem um senhor barrigudo como síndico. Temos uma síndica super-eficiente igualzinha à Tia Slappy dos Animaniacs. Meu pai diz (injuriado) que ela é lésbica e mora com uma mulher. Material pra Almodóvar...
3-A velha que nunca sai da portaria. Putz, o que essa velha está fazendo ali? Sempre sentada, parece meio zumbi, nunca parece notar quando dou bom dia ou boa tarde ou boa noite.
Também tem uns bons coadjuvantes, como o casal-que-viaja, a velha-que-espia-através-da-cortina, as-crianças-que-metralham-umas-às-outras-com-a-boca, e é claro, o carro dos plásticos "Deus é Dez", "Nacionalidade:Carioca" e Fluminense.

18.12.02

Grandes bolas e almofadas

Recebi uma grana de natal e fui comprar uma almofada gigante que estava namorando há tempos. Roxa, com motivos geométricos, duma loja nova que abriu lá na Galeria Menescal. Não sou dessas extravagâncias, mas estava querendo uma almofada como aquela há tempos - e o preço era camarada...
Comprei e lá fui eu, pelas ruas de Copacabana, com aquele imenso embrulho na frente do meu campo de visão. Entrei no ônibus abraçada a ele, e cheguei na academia de ginástica, onde aconteceria a aula de bolas (ou "ball training" - prefiro aula de bolas).
Larguei o almofadão e abracei a bola. Essa aula é o seguinte: uma bola gigante, dessas de parque de diversões, só que mais resistente. Você usa a bola entre as mãos, entre os calcanhares, encaixada na cintura e de outras maneiras esdrúxulas. Você entra achando que "ah, que legal, bolinha, brincar!" e sai "ai... ai... ai...". O exercício mistura as dores de uma aula de alongamento com as dores de uma ginástica localizada ("local", para os íntimos - porque alguém ficaria íntimo desse gênero de tortura?).
O pior foi na hora de apoiar a cintura na bola, de lado. Tomei uma surra da bola! O problema é o atrito. A bola escorrega no menor movimento, e o meu tênis também não ajudava...
Enfim, saí de lá quebrada. A bola, apesar de fofa, enganou. Ela é uma gorda atlética! Felizmente pude descansar sobre a minha sedentária almofada.

14.12.02

Minha vida em preto-e-branco

As fotos do meu servidor não aparecem aqui... Se quiser vê-las clique aqui à esquerda em "desenhos e fotos".
As fotos até que ficaram simpáticas... De certo modo.

13.12.02

Mas nem tudo que vem do Oriente é bom

As lâmpadas made in China são tão ruins, mas tão ruins, que não só queimam na terceira vez que você as acende como explodem o bocal junto. E são dotadas de inteligência artificial: só estouram bocais fundamentais! A luz da sala não acende mais, donde chego sempre em casa às escuras; vou pro quartinho, onde ligo o computador com uma luminária chinfrim sobre o teclado; daí toca o telefone, que tenho que correr pra atender até o terceiro toque (maldita secretária) também às escuras, donde sempre tropeço no meio do caminho.

12.12.02

Medium aevum

Watashi no subete "chuusei" ni shite
Sukora chuushou
Watashi no subete "chuusei" ni shite
Mahi-suru shisou
Watashi no subete "chuusei" ni shite
Fukitsu yogen sho
Watashi no subete "chuusei" ni shite
Seishin mahou jin

Isso soa maravilhosamente em japonês. E em português (traduzido da tradução para o inglês)...

Tudo à minha volta, seja "Idade Média"!
Abstração da escória
Tudo à minha volta, seja "Idade Média"!
Pensamento paralisante
Tudo à minha volta, seja "Idade Média"!
Livro de maus presságios
Tudo à minha volta, seja "Idade Média"!
Exército de insana mágica

...não faz muito sentido! (Exatamente como o filme, Utena).

11.12.02

A pena mágica

Às vezes algumas coisas que eu escrevo acontecem. Escrevi aqui que queria conhecer a menina e pá, coincidências mil e eu conheço. Não é só isso não; já aconteceram muitas coisinhistranhas das quais não lembro agora. Menos essa do conto, nunca publicado, que se passava na MooNight e, no final um personagem ia embora numa limusine preta. Pois bem, um dia, voltando de mais uma MooNight horrível (porque que eu fui mesmo? não sei... algum masoquismo recalcado?), vi uma limusine preta parada num posto. E ninguém no posto. Ninguém por perto. Não consigo imaginar o que aquela limusine estava fazendo ali. Será que escrevi ela?
Claro que essa foi uma das menores coincidências e, na época, coisas desse tipo aconteciam com tanta freqüência que nem comentei com ninguém, até porque ninguém que estava ali entenderia a doideira; apenas dei um sorriso e guardei.
E hoje, surpreendentemente, a garota que nunca sai de casa saiu de casa

Bati o recorde de título mais comprido! Êêêêêê...
Hoje meu pai resolveu me levar de carro pra faculdade porque descobriu que eu andava 25 minutos pra não ter que gastar 1,30 com ônibus. Tudo bem que ele levou 40 minutos só pra se arrumar, mas fiquei feliz. Um, não gastei os meus pezinhos (e hoje eu estava lesada de sono). Dois, conheci a garota esquizofrênica do apartamento de cima, que não sai quase nunca de casa. Estava com a mãe do lado quando a gente desceu o carro. Eu dei oi e fiquei olhando pra ela tentando adivinhar se ela lembrava do Portishead ou não, aí a mãe ficou me olhando meio torto, tipo, "não encare a minha filha"! Tudo bem querer proteger, mas deve ser chato também nunca olharem pra gente... Se sou preconceituosa não é contra esquizofrênicas, é contra patricinhas...
Depois, eu e meu pai pegamos um engarrafamento monstro de pais de alunos e trabalhadores. Demoramos 20 minutos pra chegar na minha faculdade. Aí ele entendeu que, somando com a espera do ônibus, ia demorar mais do que indo a pé... além de gastar 1,30! (E eu economizo).

9.12.02

E uma borgiana

E se na verdade eu sou uma das personalidades dela? Ou ela for uma das minhas? Poft!
Hoje aconteceu uma coisa engraçada

Botei um CD do Portishead e gastei a depressão dançando aquela coreografia do início do filme novo do Almodóvar (que apelidei pessoalmente de "Poft"). Mas isso não é engraçado. Engraçado foi que a garota esquizofrênica do apartamento de cima começou a dançar também. Do jeito dela, com sapatos de sola dura que fazem tác tác tác (e estão fazendo agora). E eu ouvi. Acho que tô com vontade de conhecer ela.
- Olá louca aí de cima, eu sou a louca ali de baixo...
Afinal, quem gosta de Portishead não pode ser de todo ruim.

8.12.02

Capitalismo selvagem

Eu disse aqui outro dia que gosto de economizar, que é o meu vício, etc. É verdade. Mas por favor, jamais me confundam com outras pessoas de objetivo fútil; meu objetivo é a paz, e para a paz eu tenho que ficar longe dos meus pais (paz, pais), e para ficar longe deles eu tenho que ter um lugar para morar, e para ter esse lugar eu preciso de dinheiro, e para ter dinheiro eu preciso economizar.
Hoje tive vontade de pensar sobre a relação de certas pessoas com dinheiro... Porque não faço qualquer coisa e não por qualquer objetivo. Não prejudico e muito menos piso em outras pessoas por amor ao dinheiro. Não creio que os fins justificam os meios. Não caio na arapuca das grifes e do o-melhor-é-mais-caro. O problema é quando os outros não agem igual a mim. Aí não adianta.

6.12.02

Que besteira

A palavra tchau é muito estranha! Não tem nada a ver com as outras palavras da língua portuguesa! Tipo, três consoantes e duas vogais? Tenta formar outra palavra em português assim. "Monstro" também me intrigava porque tinha quatro consoantes seguidas.
Hoje eu vi a Maria Luiza

Exatamente como eu tinha descrito, pelo menos fisicamente. Eu até estranhei porque já tinha visto vários Franciscos e nenhuma Maria Luiza, mas hoje eu vi. Pensando bem, isso tem sua razão de ser: ML é exótica e Francisco é um cara comum (ordinary guy, hehe...), tipo o K. e outros personagens do Kafka; você vê em qualquer esquina, se souber olhar direito.
Batatas

Hoje eu comi a última coisa que sabia fazer: batata e ovo cozidos. Foi a primeira coisa que fiz que tinha um gosto realmente bom. Como não quero repetir os pratos tão cedo, senão enjôo, amanhã vou fazer um workshop culinário com minha vó; vou aprender a fazer linguado. E tenho dito.
Os Digas sumiram

E agora? Adeus mundo cruel!!!!!

4.12.02

Hoje: Irmãos de Havaianas

Encontrei o Pablo na rua. Ele cumpriu a promessa; está morando agora perto de mim, num conjugado alugado.
Estou com uma "pereba no pé", como delicadamente definiu uma colega de faculdade, e portanto estou usando chinelo havaianas até pra solenidades e premiações. O curioso é que o Pablo também estava e nos intitulou "irmãos de havaianas". Ele também estava carregando um similar do escorredor de talheres horrível que comprei aquele dia na Magal, só que numa sacola decente das Lojas Americanas (e a sacola não tinha aquele durex fechando, que as lojas pobres usam pra te impedir de roubar até a saída).
- Você também comprou escorredor?
- Comprei, pois é!
- Devia ter ido na Magal que nem eu. Saiu bem mais barato...
Parecíamos duas donas-de-casa. Viu? Aprender como funciona a casa é bão.

Scan-maniac!

Concomitantemente (CREDO), aprendo a fotografar. Estou fotografando umas coisas óbvias e lindas acima de nossas cabeças; vai ser o meu ensaio para o trabalho da faculdade. Depois que sair eu escaneio (ah, esse scan aqui pertinho...). O que posso ir fazendo por enquanto é escaneando as fotos P&B da festa. Realmente, um dia farei isso; metade delas saiu até aproveitável.
Isso aí embaixo foi o que escrevi enquanto estava sem internet

Meio fragmentado e contraditório, né? Deixa. Ainda estou me juntando os pedaços.
Agora a internet voltou, estou com uma conexão discada muito picareta, e novamente vocês terão que me engolir. Não sou muito amarga, mesmo...
Esta sou eu

Eu não exijo da vida mais do que ela me dá. O pouco que ela me dá, são limões dos quais faço uma limonada.
Acredito em intuição. A minha me diz: olhe para as suas unhas. Elas estão destruídas. Sou ansiosa, me viciaria se entrasse em drogas. Então minha única droga moderna é economizar. Capitalismo mesmo; guardar dinheiro e não desperdiçá-lo com bobagens. Tio Patinhas. Tenho dez mil limões no banco e um dia vou transformá-los num apartamento-limonada.
Quero aprender a cozinhar porque não acho justo ter alguém cozinhando para mim, ainda mais por um salário ínfimo. Mas não gosto de trabalhar, sair de casa, enfrentar expediente. Por mim, ficava dentro da minha casa a maior parte do tempo. Cozinhando e escrevendo. Traduzindo.
Quero estar do outro lado. Somente observando. Os holofotes e refletores me fazem cega. Tenho que segurá-los; tenho que ser jornalista e a fotógrafa, não a entrevistada.
Os loucos me acham careta, os normais não me entendem. Eu e JP estamos condenados a andar em cima do muro.
Música: Don’t be light, Air.

A casa do meu pai

Estou sem internet por pelo menos mais uma semana... E aprendendo a cozinhar. Meu arroz ficou rosa, o que isso significa?
Estou morando na casa do meu pai, me adaptando maravilhosamente, estou até me comunicando mais. Estou feliz mas sinto falta da Internet e dos meus CDs que ainda não vieram.
Ameacei um cara com um canivete aqui do meu pai. Acho que o DVD de “A Doce Vida” poderia ter um extra interessante se tivessem filmado o gatinho caindo e se sufocando no decote da Anita Ekberg. Minha avó está triste e não sinto a mínima culpa. A ginástica está mais perto, e o resto todo mais longe. E que verdadeira aventura é morar com um evangélico.
Tenho escrito um bocado com a solidão vespertina por aqui. Mas sem internet... Estou me sentindo diferente, mais madura. Mais fragmentada. Tenho tido sonhos novos, diferentes. Em alguns, novamente eu questiono os personagens: o que você quer me dizer? Por que você está me tratando assim?
E as respostas têm sido surpreendentes.
Ontem eu adormeci na atividade zen de pocar uma folha plástica de bolhas no escuro. As bolhas vieram com meu novo protetor de tela. Hoje, estou escutando Sunrise, do Bardo Pond, e de novo me sinto assim: zen. Estou sintonizando comigo mesma. Me capacitando a não fazer nada além de pensar. Deixando a velocidade morrer por atrito. Dormindo e acordando.
Não tenho sido mais mimada. Ninguém me oferece ajuda quando lavo a louça. Não empacotam as minhas compras depois que eu pago. Não andam 15 minutos com três sacolas pesadas por mim. Não me lembram as coisas, preciso de Post-Its. Fui fazer compras na Magal do Centro de metrô.
Minha vida é toda minha, e eu me sinto iluminada por dentro. Eu me sinto germinando. Aquela casa está com câncer. Está morta, e eu estava cheia de vida. Meu cérebro coçava.
Eu quis cantar minha canção iluminada de sol, soltei os panos sobre os mastros no ar, soltei os tigres e os leões nos quintais; mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer.

24.11.02

Viva, não quebramos o restaurante!

E eu vou me mudar para a casa do meu pai (estou muito feliz!)! Amanhã não tem aula, então vou fazer o serviço de uma vez. Wish me luck!
Os comentários do 9,5

Agora que botei as mãos no trabalho sobre Matrix e Blade Runner, tomei conhecimento dos comentários da professora. Sim, ela é do tipo que lê o trabalho todo (uau) e faz pequenas anotações do lado. Na primeira página, tem o 9,5 escrito a caneta. Atrás, há os vestígios a lápis disso aqui: 9,5 ou 10. Embaixo, ela comenta: "Tem "imperfeições" mas gosto muito do seu trabalho."
Tá, eu mereço. Quem mandou não resistir a falar de Um-Olhinho, Dois-Olhinhos e Três-Olhinhos?
Pelo Telefone

I

- Amanhã não, eu vou sair com meu pai. Ele quer que eu almoce com ele e minha mãe.
- Ele quer que você vá? Pensei que fossem só eles.
- Pois é, vão os três.
(Silêncio.)
- Vamos quebrar o restaurante...
- É; tava pensando isso...

II

- Vou ver se vamos prum restaurante bem chique, tipo aquele que minha mãe gosta que tem a pizza D.O.C.
- ?
- De Origem Controlada...

III

- Vou pedir um cálice de cristal e uma colher de sobremesa pra fazer TIM-TIM-TIM quando quiser falar. Ou melhor, vou pedir sete cálices e uma jarra d'água, pra fazer DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI...
Boa notícia, pra variar

O Cristovam Buarque deve ser convidado (e deve aceitar) o Ministério da Educação do Governo Lula. Já pensou que choque de qualidade, depois da experiência com nosso queridíssimo Paulo Renato?
HAI-FURIDDO

Ainda não sei o que significa a palavra, mas estou quase sabendo japonês. Taí, o tsu, aquele símbolo que parece um Smile de lado, não é um tsu genuíno mas um tsu pequeno, que indica que a próxima consoante deve ser dobrada. Não é pronunciado. Portanto, Hai-Furiddo ou Hai-Furidô.
Hai deve ser uma versão japonesa da palavra High"(mas também quer dizer "sim" e uma porção de outras coisas). "Furi" é um verbo que quer dizer balançar, arremessar, jogar (e então o dô final seria tipo uma conjugação) mas também é a versão japonesa de Free. Dô também pode ser usado numa miríade de sentidos, como "como" (advérbio) e "caminho" (Karate-Do!).
Será que significa High Freedom? Podia muito bem ser, não fosse já a "versão" de Freedom outra palavra... Além disso, estampar uma frase inglesa em japonês me parece meio... hã?
Putz, o que é a falta de sono...

23.11.02

ハイフリッド (HA I FU RI TSU DO)

Se alguém souber o que isso significa, me diga. Tenho uma blusa com isso escrito e não consigo chegar à uma conclusão sobre o que significa. Estou achando que é uma corruptela de "high-fashion" ou "high-fidelity", mas não tenho certeza.

20.11.02

Ainda coisas que eu odeio

Sabe quando tem uma pessoa que você não vê há anos? Sabe quando você fica olhando pra pessoa e pensando: "me lembra alguém", e aí você pensa, "ah! é Fulano!", aí você pensa: "pô! será que é mesmo?", fica tentando descobrir se é, e aí descobre que a pessoa já percebeu que você está olhando, e tá olhando pra você há um tempão, provavelmente começando a pensar o mesmo, mas nenhum dos dois se reconhece porque estão um bocado mudados, o ambiente está escuro e embaçado e você não consegue ver a pessoa direito pra ter certeza se é ela ou não, e nenhum dos dois tem coragem de pagar o mico de chamar "Fulano!" e não ser Fulano, e por isso acabam não se falando?
Putz, isso me aconteceu! Odiei, me senti uma toupeira!
Eu tirei nove e meio no trabalho!!!!!

Isso mesmo! Não tirei dez, mas nove e meio tá de ótimo tamanho! Agora só falta eu botar as mãos no trabalho, porque segunda, quando tem a aula dela, eu dormi como uma pedra. Só apertava o sleep e dormia de novo. Depois da terceira vez, desisti. De festa, nunca tenho ressaca alcóolica, apenas onírica... E agora estou
1-dormindo às nove e acordando às 2, 3 da manhã sem sono;
2-dormindo de seis e meia (quando volta o sono) às oito, quando vou pra faculdade;
3-dormindo de quando eu chego até umas 4 da tarde.
Em suma, um verdadeiro triatlo de sono e resistência. Uma espécie de blue tuesday do sono. Vou ver e quarta eu conserto...
Agora estou pensando, que fontes nada ortodoxas que eu usei no trabalho. Livro de contos do Grimm, introdução ilustrada à Informática e... bem, o texto dela (da professora). Ela deve ter pirado! Por que eu faço isso?

18.11.02

A foto e a festa

Dar festa é bom, mas é um saco. Sábado teve uma aqui em casa; aproveitei para estrear a bendita máquina nova - comprei um filme preto-e-branco, afinal, assim as pessoas se animavam mais a posar (ou posar não, que não tem nada a ver - melhor dizendo, deixarem que eu batesse a foto). Também queria que as fotos da festa tivessem um clima diferente das outras fotos de festa, que são muito normaizinhas.
Fotografei, por exemplo, a cara colada de um casalzinho, ocupando a foto toda: coisa que eu não poderia fazer com a máquina antiga. E só as pernas das pessoas fazendo passinho na pista de dança, ajustando o tempo de exposição pra sugerir o movimento.
Como eu não sabia mexer direito na máquina ainda, não estava bem certa do que estava fazendo até a décima foto, quando comecei a inventar esses trelelês aí de cima. Não creio que vá sair bom, só estou rezando para que alguma foto saia minimamente boa! Senão, desanimo...
Outra coisa; convidei para a festa 45 pessoas. Vieram umas 15 (sendo que da última vez vieram 30!)! Tenho várias teorias para explicar isso: era feriado e as pessoas viajaram; casais que há pouco se formaram devem ter dito que vinham para a festa e foram para... bem, outro lugar; e a maldita síndrome do grupinho. Ou seja: Sicrano liga pra Fulano perguntando se ele vai. Fulano não vai. Ora, se Fulano com quem eu mais converso não vai, vou ficar deslocado; também não vou! Também existe o centro do grupinho, que se não vai, ninguém do grupo vai. Os "centros" viajaram, que eu sei. Deu nisso.
Mas foi a festa mais divertida das últimas. As pessoas conversaram, e os três que sobraram - eu, meu namorado e um amigo - conversaram até amanhecer, esperando o ônibus dos dois começar a passar de novo (!). Provei (ou seja, tomei um centímetro cúbico) de um vinho branco, os quais geralmente não me agradam muito, mas este achei bom. Passei os DVDs de Amnésia, A Doce Vida e Clube da Luta.
Acho que, pra próxima festa (se houver) vou convidar só o pessoal da faculdade. Descobri que me afastei um bocado do pessoal do colégio (me refiro ao de até a 8a série; do outro, nem cheguei a me aproximar!). E já passei da idade de dar festa grande, a não ser lançamento de livro...
Cafonalha

Eu pensei numa boa (?) tradução para a palavra Wonderwall. Que tal "Porta da Esperança"?

14.11.02

Pesadelo

Eu sonhei que tinha acordado (isso é muito ruim) e que minha avó estava com o meu nariz, quase reto, meio curvo. Aí eu falava: "Você fez plástica no nariz, confessa!". Ela claramente mentia que não e eu insistia, até que pensei: "é, este deve ser sonho. Deve ser. Vou tentar acordar."
Mandei uma desagradável descarga elétrica ao cérebro, acordei com medo, acendi a luz. Pensei no nariz da minha avó: era pontudo, curvado pra dentro, narinas grandes. Foi aí que eu descobri que o nariz que ela estava usando era o meu!
Sempre lembro dos meus sonhos quando acordo, ou quase sempre - é, tenho altos contatos no meu próprio inconsciente. Tento sempre interpretá-los (psicologicamente, não sou José) logo que acordo. Acho que este quer dizer que estejam desrespeitando minha individualidade (etc.).
Outro dia cheguei a sonhar que tinha certeza que estava sonhando. O sonho estava péssimo, estava deliberadamente tentando me sacanear, começava a chover, eu pisava em cocô de cavalo, acabava a gasolina do carro etc. - aí eu parava o enredo do sonho, cheia de raiva, ordenava que parassem com aquilo e eles paravam, e eu interpelava os atores do sonho sobre o que aquilo quereria dizer, porque eu não estava entendendo. Desembestei (ou meu ego desembestou - típico!) num monólogo freudiano sobre a interpretação daquele sonho, então o sonho acabou. Talvez porque eu o tivesse sacaneado de volta.

13.11.02

The lady with a tenor sax

Maria Luiza toca saxofone. Como aprendeu desde pequenininha, já passou do alto pro tenor.
Para descobrir isso, tive que pesquisar, porque não entendia nada de sax... Aproveitei minha noite insone e fucei montes de sites. Pesquisa de campo, yeah!
Aproveitei para pesquisar músicas que usassem o tal do "sax tenor". Aí achei uma música do Freddie Mercury chamada "The lady with a tenor sax"! Don't look back, don't look back/ Cause the lady's gotta tenor sax. Quão perfeito!
Encontrei também "Mood Indigo" tocada por Duke Ellington. Viu, Maria Luiza tem mais classe que eu pensava! Você nunca pára de se surpreender com seus personagens são capazes...
Lembrete

Nunca mais passar esmalte com purpurina nas unhas se for roê-las depois!

11.11.02

Contagem, MG

O livro novo já tem 187.469 caracteres, 33.887 palavras, e 66 páginas em Times New Roman 10 espaço simples...
Não, não acabou... mas isso me ajuda a chegar perto do fim... Eu imagino que fique uma edição linda! Um livro grossinho, negro - tem que ser negro, sim!
Vou sugerir uma capa... aliás, sugerir não! Vou fazê-la agora!
Falta de sono é fogo...

10.11.02

O medo da substituição

Há um obscuro conto dos Irmãos Grimm chamado Um-Olhinho, Dois-Olhinhos e Três-Olhinhos. A história: as irmãs de um e três olhos odeiam e destratam a irmã normal por ela não passar de mais uma no rebanho. Porém, certa divindade ajuda a menina de dois olhos a escapar daquela situação e a encontrar seu príncipe.
A mensagem é dupla. O normal é ser normal - isso é o que o final da história parece nos assegurar. Porém, o fato da menina de dois olhos precisar de ajuda mágica para sobrepujar suas inimigas nos põe a pensar se, afinal de contas, ela não se destacou porque se tornou mais extraordinária que suas irmãs.
Hoje, o corpo humano se tornou amplamente cultivável. A técnica nos promete infinita capacidade de auto-determinação, e inclusive, para o futuro, a imortalidade. Tatuagens, plásticas, próteses, seios de silicone, fisiculturismo etc. - as possibilidades se multiplicam.
Na atualidade, há euforia e medo quanto a essas possibilidades. Enquanto alguns exibem na mídia seus corpos altamente modificados e disciplinados, outros estão atordoados com a perda de referências; afinal, nossa tradicional noção de humano - algo mortal, singular e sexualmente desejante - é continuamente abalada.
Esta análise se utilizará de dois conhecidos filmes de ficção-científica (narrativa da atualidade por excelência), Matrix e Blade Runner, para iluminar algumas questões suscitadas pela grande intervenção da técnica no corpo e na idéia de corpo.

Matrix - Quem é que manda?

A campanha publicitária do filme Matrix se concentrou no mistério: o que é a Matrix? A Matrix, primariamente, é uma estrutura que embota a consciência dos humanos para que as máquinas possam se servir da energia dos corpos. Mas a campanha só funcionou porque a resposta não só não decepcionava, como produzia terror: a Matrix é simplesmente a tradução de um dos maiores medos patológicos atuais. Hoje, usamos as máquinas como acessórios à nossa vida e corpo; amanhã, as máquinas poderão estar nos usando da mesma forma - por que não?
Há outros agravantes: no filme, as máquinas produzem humanos (assim como produzimos máquinas hoje); mais especificamente, as máquinas cultivam humanos, seus alimentos, em simulacros de plantações (assim como cultivamos nossos alimentos em plantações).
No filme, as pilhas humanas são conectadas à Matrix através dos chakras do corpo. Quando o personagem Neo (Keanu Reeves) é libertado da estrutura, um (re)nascimento é astuciosamente emulado: nu, Neo é expulso do casulo-útero e escorrega por um túnel junto com uma espécie de líquido amniótico. Tudo isso ajuda a produzir um fascinante terror no espectador.
Porém, o verdadeiro medo não é de nos tornarmos baterias para computadores avançados. A ameaça é perder os limites: quanto de mim posso substituir por técnica sem que deixe de ser eu mesmo - ou ser humano?
Em Matrix, há graus diferentes de envolvimento dentro da estrutura. Aquele que está totalmente embotado pelo sistema, que está tão integrado que não percebe que faz parte dele, pode ser, a qualquer momento, incorporado por um dos Agentes - entidades que cuidam da manutenção da ordem na Matrix. Por isso, os humanos de fora do sistema buscam libertar principalmente os que sentem que estão presos.
Igualmente, é mencionado que os Agentes não têm a capacidade que os humanos possuem de quebrar as regras do sistema - porque são baseados num mundo feito de regras. E essas regras são as da Lógica, desde a álgebra booleana até algoritmos (1), que os humanos são igualmente capazes de usar - porém, com o grande diferencial da imaginação e da criatividade.
Os humanos que vivem fora da Matrix, no entanto, não deixam de se servir das máquinas. Eles se utilizam de outras máquinas para observar a Matrix; conectam-se, literalmente, a realidades similares à Matrix para treinar contra a própria; fazem download de novas habilidades (como o kung-fu) nos próprios cérebros.
É quase uma divisão entre máquinas-vilão e máquinas-mocinho. As máquinas boas ajudam os humanos e estão sob o seu controle, até porque não têm consciência; as más, até porque têm consciência, há tempos rebelaram-se e escravizaram os humanos.
O que nos leva a outra questão premente, o reverso da moeda: quanto de humano posso pôr na máquina sem que ela também se torne humana - obtendo consciência, por exemplo?

(1) Larry Gonick propõe um “algoritmo sinistro” que seria capaz de transformar uma máquina num predador cibernético. Seria algo como: Reproduza-se. (1) SE nada se interpõe no seu caminho, ENTÃO volte para Reproduza-se. (2) SE algo se interpõe no seu caminho, ENTÃO destrua-o.

Blade Runner - Máquinas com alma

Quem se lembra da história do caçador de andróides há de concordar que se trata de um filme tremendamente humano. O termo utilizado para a matança de um andróide era remoção. Porém, quando algum andróide morria, o filme parava para se lamentar. Morriam em câmera lenta. Às vezes, seguia-se um longo e compungente close no corpo inerte.
Os andróides poderão ser como nós; terão sentimentos e desejos. Uma das personagens chega a citar o famoso Penso, logo existo. Esta é uma das lições da história. Mas o filme vai além, instilando a suspeita de que, talvez, estes andróides poderão ser melhores que nós.
Os andróides da geração Nexus-6, o ápice da similaridade aos humanos, duravam apenas quatro anos. O recado é claro: o gênio Tyrell (Joe Turkel) percebera que era preciso limitar as máquinas. Primeiro, para que elas não se misturassem a nós. Segundo, e mais importante, para que elas não nos sobrepujassem.
Blade Runner, no entanto, acena com ainda outra mensagem: a de que a qualidade da vida não é medida pela sua duração. Ao longo do filme, todos os andróides provam ter ideais mais puros que os dos humanos. A luz que brilha o dobro dura a metade, diz o criador (Tyrell) quando confrontado à criatura (Roy Batty, andróide representado por Rutger Hauer) que pede mais tempo de vida, sem obtê-lo. Pouco depois, os nobres ideais de Roy fazem com que ele salve a vida daquele que o caça, provavelmente por identificação com sua vontade de viver. Então, percebendo que sua hora está chegando, descreve as melhores imagens da sua vida e conclui: todos estes momentos morrerão com ele. Roy morre soltando uma pomba branca contra o céu poluído.

Matrix - Membros Descartáveis

Anos depois, os irmãos Wachowski realizaram a vertiginosa fantasia conhecida como Matrix. A morte já acontecia de uma forma diferente: em alta velocidade. As pessoas caíam para todos os lados. Dessa vez os computadores (agentes) não eram humanizados, e sim indestrutíveis. Aliás, um corpo humano poderia ser tomado por eles a qualquer momento. Servíamos como meras pilhas para o imenso mainframe chamado Matrix.
Mesmo na equipe dos mocinhos, quando se sofria uma baixa, a ação logo era retomada. Alguém constatava: Ele morreu, só para registro, e antes que se pudesse repetir o nome do finado, seguia a trama. Os únicos que garantidamente continuarão até o fim do filme - e numa provável seqüência - são os heróis principais. Fenômeno igualmente observável em outros filmes recentes, como a série Missão Impossível.

Conclusão

A vontade de não ser mais um no rebanho é o que mais tem empurrado alguns de nós para a modificação do corpo por meio da técnica: ser mais bonito do que era, mais musculoso que os outros, mais veloz que o último recorde.
Parece ser uma infindável alimentação de ego que, muitas vezes, traz conseqüências penosas - vide o número de desastres nas mesas de operação plástica e mortes de atletas por excesso de anabolizantes. Cirurgiões plásticos que mantêm sua ética chegam a recusar plásticas desnecessárias e/ou arriscadas, motivadas na verdade por problemas de auto-estima do cliente.
Como se vê, o individualismo chega às últimas conseqüências impulsionando e impulsionado pelos progressos da técnica, quase num moto-contínuo. A pergunta é: onde isso nos levará? Qual aspecto da antiga concepção de humanidade o pós-humano irá resgatar: o melhor, como em Blade Runner, ou o pior, como em Matrix?
Um pouco de teoria e pesquisa

Este aí em cima é meu trabalho para uma professora que eu achava muito legal até que...
Não sei se foi aqui que falei, mas gosto de testar meus professores. Só os legais. E é uma coisa meio involuntária. Mas é interessante saber que justo aquela pessoa tão legal tem seus limites; tem seu calo que não pode ser pisado.
Teve um professor de roteiro em teatro para o qual entreguei uma pecinha chamada "Microdrama pós-moderno". Eu achava ele muito legal, com aquela história da clássica tragédia grega e pessoas de nomes complicados, como Clitemnestra e Antígona. Só que ele entrou em parafuso quando mandei aquela coisa: AIDS, seringas, tentativa de estupro, monolitos negros e revista Vogue - tudo em uma página escrita, frente e verso. Me devolveu com um comentário nada elogioso. MAU! Não gosta de teatro experimental? Ele apedrejaria o tal cara que inventou o teatro, o Téspis. Imagino ele numa túnica, agitando os braços:
- COMO ASSIM "VOCÊ É DIONÍSIO", IDIOTA!
E essa professora é ótima, fala de coisas bonitinhas e pós-modernas (ou "da atualidade"), mas me deu 5,5 na prova que achei que foi a melhor da minha vida. Tirar nota baixa merecida, como em Economia, não ligo, mas esse liguei. Mostrei para os coleguinhas, perguntando se estava tão ruim assim. Não, não estava nada mau; mas eles foram unânimes em afirmar que eu havia cometido um pecado supremo, FALAR MAL DO MICHEL FOUCAULT!!!
Agora estou em outra matéria dela. Dessa vez, acho que mereço dez! Nem mencionei o Foucault (pensando bem, talvez isso seja um erro... indiferença ao Foucault!).

6.11.02

Cocadaboa

O comercial novo da Coca-Cola é o seguinte: sabe aqueles caras que parece que nunca saíram da idade mental de 14 anos? Quatro deles estão bebendo Coca-Cola e dando aquelas risadas artificiais de garotos de 14 anos (embora aparentem ter idade para cursar faculdade). Quando o surto acaba, eles tomam outro gole e recomeçam a rir como babacas.
Dois questionamentos:
1-Achei que tivessem retirado a cocaína da Coca-Cola há tempos! Será que voltou?
2-É por causa da Coca-Cola que se vê tanto bobo alegre? Ah, tá. Isso pra mim é anti-propaganda. Aposto que o Arnaldo Jabor vai escrever sobre isso, provavelmente nos seguintes termos: "A alegria estúpida do capitalismo em forma de líquido. Filhinhos-de-papai babacas bebendo refrigerante (mas poderia ser chopp) depois de jogar Counter Strike ou outro videogame imbecilizante qualquer, e antes de comer patricinhas loiras e bronzeadas de sol."
Arreda!

4.11.02

Manual de sobrevivência anti-social em academias da moda

- Se seu corpo não está (ou não é) o da moda, não se envergonhe! Exiba-o nos horários mais lotados da academia: os bombados é que vão morrer de vergonha, porque aquela academia não tem "tanto nível" como eles pensavam!
- É impossível a comunicação entre dois seres do sexo masculino sem a língua do ó. "Oí, Mórcos, todo om cimo?" (Trad: Aí, Marcos, tudo em cima?). Suspeita-se que seja algum efeito colateral dos anabolizantes.
- Quando tocar Sandy ou Kelly Key e alguém começar a cantar junto, discurse contra "aquela bosta pré-fabricada" em alto e bom som.
- Não faça Step nem Spinning!
- Lei do Chaveco 1: Se algum aluno vier gentilmente oferecer ajuda com o exercício de musculação, ou perguntar "se o peso não está leve", não acredite que é com desinteresse. Ele está te chavecando! Diga que está fazendo exatamente o que o professor que fez a sua série te mandou (e escape de se tornar a marombada dos sonhos dele).
- Lei do Chaveco 2: Quando um cara passar repetidamente no seu campo de visão sem qualquer motivo aparente, ele está te chavecando. Se ele estiver suado e usando blusa sem manga, evite deliberadamente olhar para ele. Se também estiver sem camisa (ou tirá-la!), fique olhando para o cara mais nerd da academia. Se ele também for tatuado e tiver corte de cabelo rente, finja que está tirando meleca e está muito interessante. É infalível. E ainda, no final da operação, ele te olhará confuso: como assim ela não está me olhando?
Desculpem aí

Eu ando sem tempo pra postar; estou ocupada (e empolgada) escrevendo o livro. Os posts serão mais espaçados, mas continuarão acontecendo...

1.11.02

Shopping Spree

Não vá ao centro se não está com dinheiro. Não é que você seja acometida de inevitáveis impulsos consumistas, mas lembra de tudo que não comprou antes por falta de tempo - porque todas as lojas estão juntas! (Sim, é um complô...)
Se bem que por um lado é prático... você não precisa gastar passagem, apenas algum pé, para comprar tudo o que precisa. E a pesquisa de preços é num estalar de dedos (e freqüentemente surpreeende - vide post abaixo).
Eu fui ver preço de uma máquina fotográfica profissional. Ainda não sei o que vou comprar, mas já saí de lá (daquele mafuá) com uma boa idéia. Mas veja o que acabei comprando:
- Cartucho de Impressora
- Agenda 2003
- Xerox da identidade e autenticação (o cartório tá tão pertinho...)
Odeio gastar muito dinheiro junto. Ai, meu bolso tá doendo...
Ou serão minhas juntas exaustas?
Ambos!
Megastore sux

Saraiva Megastore. Ouvidor. Centro. RJ.
Na Saraiva antiga (que ainda existe e é ali perto), eu comprei 80% dos meus livros pré-adolescentes. Meu pai conhecia o gerente e comprava sempre pelo menos 5 livros, donde sempre levava um desconto pela amizade, freqüência e quantidade. E olha que o preço já era bem camarada!
Nas megastores, ninguém conhece ninguém. E apesar de ser fascinante, ter ar-condicionado e CD's também, os preços são cabeludíssimos e os artistas alternativos e menores (EX: EU) não têm vez.
Fui procurar o CD da Bia Grabois: estava listado, mas não tinha. As megastores até vendem CD's e livros alternativos, mas uma vez acabada a remessa (mesmo que rápido, logo com potencial extra de venda) eles não se preocupam em comprar mais. Preferem empurrar Paulo Coelho e Jota Quest pela sua goela abaixo, porque são compráveis em GRANDES quantidades e dão mais (ainda mais) lucro! Burros.
Achei uma belezinha de agenda das Meninas Superpoderosas. Passei no leitor chic deles e o preço era 24,00. Aquela agendinha diminuta era 24 reais!
Varei a porta e andei até a Casa Cruz, onde a mesmissíssima agenda custava... 15,30 reais! Comprei na hora.
Sentiu o ágio? NOVE REAIS A MAIS! Só não dou a percentagem porque não sei fazer regra de três!

26.10.02

Como ligar seu microsystem no computador

Eletrônica básica! Se seu microsystem tiver dois furos atrás e uma opção chamada VIDEO/AUX (além de TAPE, FM/AM e CD)... você pode ouvir suas MP3s com alta qualidade e volume, além de tomar sustos terríveis com os oh-oh's do ICQ!
Vá numa loja de ferragens ou no supermercado e compre um treco chamado CABO RCA. Ele deve ter dois jacks (pluguezinhos) numa ponta, e apenas um na outra. Não custa mais de cinco reais.
Primeiro, ligue os dois jacks nos furos atrás do microsystem. Moleza saber qual é qual: junte o vermelho com vermelho e o preto com preto. Às vezes o microsystem tem um furo branco em vez de preto; nesse caso, o jack preto vai com o furo branco.
O jack da outra ponta entra no computador. Siga o fio e veja onde o jack das suas caixinhas de som entram (atrás da CPU). Tira ele de lá e ponha o novo.
Pronto. Veja se está tudo bem encaixado, ligue o computador e o microsystem, aperte a opção VIDEO/AUX... e parta pro abraço.
Mais duas

- As letras A: e B: te dizem alguma coisa? A mim dizem: dois drives para dois tipos de disquete...
- Fui uma das pessoas a descobrir MP3, antes do Napster, quando tinha que se procurar via Yahoo ou AltaVista... (Google? O que é isso?). E conseqüentemente fui uma das primeiras a usar o Napster (que tinha uns 3000 usuários na época).
Eu coloquei coisas ontem que ainda não entraram! Odeio o Blogger!

nuff said
O que o computador fez da minha vida?

Me tornou escritora. Não foi só ele, mas é que... eu jamais suportaria escrever à mão. À máquina de escrever até podia ser, mas eu me perderia nas provas e rascunhos e desistiria mais rápido ainda. E, sem a Paciência e o Campo Minado (ou o Prince e o Digger) para distrair, eu jamais teria algumas idéias (que vêm em momentos de descontração - sabe a descoberta da estrutura em hélice do DNA? O cara teve a idéia olhando pruma escada em espiral...). Também joguei muuuuito adventure. Toda a série Kyrandia, Amazon, etc - todos me inspiraram muito. E aquele joguinho de empurrar as caixas, So-ko-ban? E o Taipei, para tirar a sorte dos personagens? E o que seria de mim sem Heretic, Duke Nukem 3D (Atomic Edition) e toda a série Tomb Raider? Alguém que nunca teria pego numa besta, nem numa Uzi; nem coletado artefatos arqueológicos, nem usado teletransportadores; e nem derrotado a Natla, nem os aliens.
A experiência não é fundamental para um escritor. Mas é interessante encontrar um tigre na minha biblioteca (e matá-lo com a pistola, lá de cima).
(R)etry

Mexo no computador há tanto tempo, que...
- usei Pkunzip
- usei disquetes grandões
- já achei os disquetes "menores" a coisa mais fofa do mundo
- já achei o CD-ROM a coisa mais poderosa do mundo
- meu computador já teve 680 K de memória (e hoje tem 131000 K)
- lembro dos botões toscos do Windows 3.1 (sem sombreamento)
- ficava horas brincando no AfterDark...
- ...especialmente com as Torradeiras Voadoras
- o Paintbrush, assim como a Paciência, já foi uma novidade (e disputado a tapa)
- joguei Prince of Persia... verde!
- joguei Digger... verde!
- joguei Tartarugas Ninjas 2... verde!
- achei o Word 2.0 (para DOS) uma grande evolução em relação ao Wordstar
- achei o Word 6.0 (para DOS) lindo e perfeito, o máximo da evolução em tela azul
- fui quase que formalmente apresentada a um mouse (de dois botões, da Microsoft)
- imprimi numa impressora matricial de formulário contínuo (Epson LX-810)
- um dia, já achei uma impressora preto-e-branca da HP o máximo da perfeição...
- ...tanto que imprimia trabalhos de escola em papel "salmon", pra combinar
- e por último, vergonha suprema... já entrei no chat da UOL!

25.10.02

Bad command or file name

Mexo no computador há tanto tempo, que...
- usei Wordstar e lembro vagamente dos comandos.
- ainda chamo as pastas de "diretórios"
- e o HD de "winchester"
- sou a única do meu círculo de conhecimentos que ainda sabe mexer no DOS...
- ...apesar do teclado ter mudado para ABNT 2, ou seja, decorei a posição das teclas.
- usei Carta Certa, DBASE e XTree (que depois virou XTreeGold...)
- sinto saudades da mensagem de erro mais tosca da história: BAD COMMAND OR FILE NAME
- e da segunda mensagem de erro mais tosca: (A)bort, (R)etry, (F)ail?
- e da sua versão em português que veio a seguir: (A)bortar, (R)epetir, (F)alhar?
- sinto saudades também do tempo em que o Memmaker funcionava
- e de ter que digitar "cd windows", enter, "windows", enter pra entrar no Windows 3.1 preto-e-branco
- e depois, de ter que digitar "win" na linha de comando do DOS pra entrar no Windows 3.1 colorido

22.10.02

A nova do Serra

A patricinha loira de blusa rosa está fazendo seu dever de casa quando sua mãe chega perto. A patricinha, espevitadamente, diz que vai votar no Serra. A mãe diz que ia votar no Lula mas está em dúvida. (Como aquela mãe parece com a minha, e como a filha dela parece com a filha que minha mãe queria ter tido). O comercial termina com a dúvida da mãe e o logotipo azulão do Serra no canto inferior direito da tela.
A convicção da patricinha de votar no Serra me lembrou um caso ocorrido lá no Santo Inácio. Na apresentação de um trabalho sobre crises econômicas, quatro delas declararam que a presente crise (uma dessas que atravessamos) não as impedia de continuar levando a mesma vida que sempre levaram, e que seus pais continuavam comprando "as suas joinhas".
Bom, uma dúvida EU não tenho: a patricinha do comercial estuda num colégio particular de mais de 500 reais de mensalidade. Depois, com a ajuda do curso PH, passará para a PUC. Ela não precisa mesmo da democratização da educação.

21.10.02

Frases borbulhantes/melodiosas largadas no chão do dia

Jardim da figueira que se bifurca.
Bullet with butterfly wings.
Whipped cream feito com chicotes de verdade.
Os dois olhos-de-lâmpada repousavam contra a noite e enxergavam Maria Luiza sentada junto a Francisco, o suficiente para ele pensar em se render à calidez e buscar e sofrer o percebimento da sua pele.
Feigenbaum

Ainda em Araras, visitei a horta-pomar com a namorada do meu primo, Juliana. "Isso é cebola, isso é cebolinha. Isso é uma parreira, isso é um antúrio que nasceu no lugar errado. Couve normal, couve azul, salsinha, bananeira, limão galego."
Nisso chegamos numa árvore que parecia ter morrido. Era baixinha e estava quase sem folhas. Eu não conseguia identificá-la; assim ia acabar perdendo credibilidade como especialista em sítio!
Até que prestei atenção nos galhos se bifurcando ao infinito. Lembrei do livro sobre Teoria do Caos que tinha lido (e que me inspirou o livro novo). Nele, havia um "diagrama das bifurcações para o mapeamento logístico", e sua estrutura era como a de uma... figueira.
- É uma figueira!
Ian Stewart, autor do livro (Será que Deus joga dados?) diz que batizou o esquema de "figueira" porque levou a uma descoberta do físico Mitchell Feigenbaum - que quer dizer figueira em alemão...
Fato irrisório

Os passarinhos cantavam até irritar, em Araras. Além do tradicional bem-te-vi, havia um que faz tí-tuí, tí-tuí, tí-tuí. Depois de uns dias ouvindo o bicho, a gente começa a imitar o som dele só de zoação.
Mais Utena!

Aqui explica melhor o filme!
http://www.omelete.com.br/cinema/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=1001
Podrópolis

Da coluna de Carlos Albuquerque e Tom Leão: "Imagine ver Matrix com show de Jorge "Vacilo"! É o máximo da inovação (o telão e o filme em questão) com o máximo da estagnação.
Minha mãe deixou o Jorge Vacilo tocando em Araras. Ela comprou o CD dele. Quando ela passou pela minha "mesa de jogo" (onde vale de tapão a pôquer), perguntei, em desespero:
- De quem é esse CD?
- Do Jorge Vercilo.
- Ah, tá. Porque é uma merda.
E para minha grandissíssima surpresa, minha mãe totalmente dominada pelo mainstream disse:
- É MESMO, NÃO É? ME ARREPENDI DE TER COMPRADO.
Nem ela suporta, gente! É um festival de clichês (e escutei tudo). No final das músicas nunca faltam os infames tchu-ru-ru, lálálá, e o dub-dub-dub-dub, além de outros ruídos duvidosos... E aquele ritmo que você escutou nas piores músicas imitativas da Tropicália...

17.10.02

Metrópolis

Fui vê-lo, finalmente, na repescagem do Festival do Rio. O filme é ótimo! A trilha é grudenta! E o GROT, capataz da máquina central, parece o Lula! O filme dura quase três horas... mas passa rápido!

15.10.02

O jab de direita

Demorei pra criar coragem, porque sou paranóica e fico achando que o cara vai ler meu blog...
Mas imagine a cena: num desses dias de calor infernal (todos ficam mais violentos no calor), eu suando em bicas após andar quase quinze minutos com uma mochila pesada e quente nas costas, decido tirar os óculos porque eles estão escorregando na minha cara suada. Prendo os óculos na blusa e enxugo a cara com a mão (a parte do nariz em que os óculos se apóiam está gordurosa e nojenta). Nisso, um gordão de terno e óculos escuros (nunca confie em quem usa óculos escuros e terno) que estava encostado perto do ponto de ônibus e me secava descaradamente durante toda a operação de secagem (redundância necessária), sem que eu me dignasse a olhar para ele, solta essa:
- Que calor, meu amor.
Eu me viro e, com um movimento preciso, desfiro um jab de direita na bochecha gorda do paquidérmico. Eu quis apenas cumprir uma promessa que fizera a mim mesma: se você se sentir ultrajada, não vai engolir calada, nem que tenha que bater no cara. Virei, bati, e saí - andando, do mesmo jeito de antes. Como ele tinha uma bochecha bem gorda, não senti dor na mão. Nenhuma. O impacto ficou todo na mandíbula do animal. Foi um soco muito bem dado e merecidíssimo.
Ele veio atrás de mim como um louco (apanhou de mulher!... e tão rápido que quase ninguém viu) e esfregando a bochecha (vendo isso, fiquei feliz de ver que tinha funcionado). Tentou me dar um empurrão, mas falhou. As mãos esbarraram na minha mochila.
- Tá maluca, garota?
- Eu? Não. Você é que está. (Eu não podia crer que ele ainda queria argumentar.)
- Tá maluca? Só falei "que calor, meu amor".
- Pois então! Não sou "seu amor".
Foi então que ele ficou meio perdido. Perdeu distância, confuso. Voltou à ladainha de dizer que eu era doida e coisa e tal.
- Se quiser ainda vai levar mais! - ameacei, com plena intenção de realizá-lo.
Aí ele tentou soltar umas bravatas, dizer que também acabava comigo, etc - mas não colou. Só se lutássemos sumô. Acabou desistindo de vir atrás de mim depois de mais alguns impropérios que só me fizeram rir.
Petrópolis e Metrópolis

O feriado foi na casa em Araras. Sol, piscina, soneca, buraco e pôquer. Muito tranqüilo. Tive que pegar quatro ônibus e um metrô na ida - escalas em Afonso Pena, Rodoviária Novo Rio, Petrópolis e Corrêas. Mas juro que valeu a pena.
Ontem tive que voltar pra ver Blade Runner no Telefônica Open Air. E... o projetista começou a fumar maconha! E não é tipo: "ahá, maconheiro". É que é um dos piores cheiros do mundo (brócolis cozido, mijo seco, charuto, maconha são alguns dos piores, a mon avis), inclusive no quesito impregnação. (Aliás, gosto um pouco do cheiro de pneu queimado. Mais alguém?). Todo mundo saiu das cadeiras próximas e o indivíduo (sendo pago pra isso) ficou lá... o filme inteiro. Nenhum segurança circulando. Tirou meu prazer em ver o filme.
E amanhã, na ressaca do Festival do Rio, Metrópolis - que eu não pude ver porque estava de refém do Governo na "Festa da Democracia Compulsória". Que nem aquelas festas de escola em que você é obrigado a dançar sem uma razão satisfatória... deve ser pra ir acostumando.

10.10.02

Acabou

E estou exausta. Mas foi divertido revolver minhas impressões dos filmes. Hora da retrospectiva (pela ordem):

Muito Recomendados:
Utena, a guerreira. (Lynch anime!)
Dois perdidos numa noite suja
O romance de Morvern Callar
Meu namorado Pumpkin
A viagem de Chihiro (resolvi subir de categoria)
Ainda estou viva

Recomendados:
Meu primeiro homem
Ali
Madame Satã
Cuide das minhas coisas
O reencontro
Miranda
O túnel
The Gathering

Execrados:
Separações
O instante do adeus
O voto é secreto
Festival XV

Quinta.
4 da tarde: O crime do Padre Amaro (El crímen del Padre Amaro). Escolha esperta dos nomes dos personagens (obrigada JP). Mostra provavelmente bem o México de hoje. Odiei o "objeto da paixão" do Pe. Amaro: é uma patricinha católica - dessas que estuda no Santo Inácio e vai fazer Direito na PUC. Usa crucifixo, mas papa a hóstia com trejeitos linguais gretchianos. Depois que pega o padre é levada por Dionísia (habla Nietxxxxche) pra fazer um aborto. Pílula no México? Hã? De qualquer modo, o filme é bom, mas inferior às minhas expectativas.
Festival XIV

Quarta.
5:30 da tarde: Meu irmão, o vampiro (??? der vampyr). Achei meio bobo. Tem momentos engraçados. Mas se quiser ver o melhor retardado - ops, deficiente! - do Festival, devia ter ido ver "Meu namorado Pumpkin".
7:30 da noite: O romance de Morvern Callar (Morvern Callar). Perfeito. Quanto mais penso no filme, mais vejo perfeição. Aos "fatos": foi inspirado num romance, ou seja, é feito de desacontecimentos. Por isso, tive que ouvir uma velha resmungando no final da sessão: "a gente vê a sinopse de um filme e acha que é legal...". Ainda bem que você não achou legal, minha senhora. (Faço questão do meu egoísmo, obrigada). A trilha sonora, pela Warp Records (gravadora de Aphex Twin e do Squarepusher, e de uma penca de artistas eletrônicos/independentes), só tem pérolas-de-rara-beleza. O nome Morvern Callar quer dizer "silêncio mais calado". Filme pra mulheres de verdade (morte a Bridget Jones!) e homens que as apreciem. Recomendo muito! Veja, veja, veja! Ouça, ouça, ouça.
9:30 da noite: O instante do adeus (rashcechahahaah acha que sei escrever "despedida" em alemão?). Filme chato sobre o finalzinho da vida de Brecht. Espero sinceramente que tenha sido mais interessante antes, ou na realidade. Pessoas (várias) saíram no meio da sessão. Brecht fode teoricamente com todas as mulheres da casa, mas não vemos nada. E Brecht peida na cara de seus discípulos. Aliás, Brecht peida! Hahahahaha...

8.10.02

Canções

Para Lula, após o primeiro turno, Alliyah canta: if at first you don't succeed/ you dust yourself off and try again...
Depois do segundo turno, Billie Holiday: what a difference a day made...
Deuses pra cada coisa

Lula é nosso Brahma (deus hindu da criação) e nosso Shiva (deus hindu da destruição). Serra é nosso Vishnu (deus hindu da conservação).
Precisamos demolir umas estruturas e construir outras, ou manter tudo como está? Pensemos nisto... está perto.
Festival XIII

Terça.
2:00 da tarde: Miranda. A abertura promete (é muito bacana), mas não cumpre. O filme, lamentavelmente, não é tão bom assim. Tem umas coisas legais - mas é mal desenvolvido... não sabe pra onde ir. É o famoso "filminho simpático". Não decepciona nem fica chato em nenhum momento (em parte... tá bom, vocês sabem que eu vou elogiar a Christina Ricci). Parece um pouco com meu livro (de novo). Recomendo timidamente.
Festival XII

Segunda.
1:30 da tarde: 12:00, a noite te chama (12:00). Filme legalzinho escondido no meio do festival. Mais pra pipoca, tem umas besteiras e umas tragédias. E também detalhes interessantes. É sobre a vida de pessoas se cruzando durante a noite numa metrópole. Usa uns recursos furados e outros novos. Mas legal.
6:50 da tarde. O túnel (Der tunnel). Gostei muito desse. É emocionante, tem bons atores, e as mais de duas horas passam rapidinho. Tem intensidade dramática sem deixar de ser pipoca e contar a história. É sobre o primeiro túnel que refugiados da Berlim Ocidental cavaram pra resgatar gente da Berlim Oriental. Recomendo.
Festival XI

Domingo.
6 da tarde: Amen. Odeon. Sessão quente. Quase fervendo com aquela porcaria de ar-condicionado. Cheio de gente, até nas escadas... rolou overbooking). Filme longo. Mas bom. Costa-Gavras falou.

6.10.02

Democracia

Olha o que descobri: Prêmio UIP. É pra votar nos filmes da mostra Panorama do Festival do Rio... E eles dão o prêmio pro "eleito". Eu já votei em alguns. Fica em http://www.festivaldoriobr.com.br/f2002/asp/filme_uip.asp.
Eleições

Hoje fui mesária e votei pela primeira vez. Na minha seção, o Lula ficou com 141 votos, o Ciro com 55 e o Serra com 44 (algo assim). A Benedita também ganhou de muito.
Festival X

Sábado.
1:00 da tarde: Desmundo. O filme é legendado em português, porque é falado em... português arcaico! "Chenta acó"... ou "senta aqui"! Simone Spoladore está ótima, pra variar.
9:30 da noite: The Gathering. O argumento é ótimo, Christina Ricci também, mas falta alguma coisa. E tem um ar meio trash. Ainda assim, recomendo.
Festival IX

Sexta.
Eu deveria ter visto o Homem sem passado, mas o Paissandu atrasou a sessão em (pelo menos) meia hora por causa de "uma pecinha que estava faltando" e pedi (pedimos, eu e JP) nosso dinheiro de volta. Senão atrasaríamos para o próximo filme...
4:30 da tarde: 11 de setembro (September 11th). Esse é um filme controverso. São episódios dirigidos por diretores de diversas partes do mundo sobre o acontecido em NY ano passado. Um dos episódios de 11 minutos foi coberto de aplausos: o que fazia paralelos entre a terça-feira, onze de setembro, em que Pinochet deu o golpe no Chile e a terça-feira, 11 de setembro dos EUA. Era narrado por um exilado chileno que hoje mora na Inglaterra e cheio de imagens de arquivo. Foi o do diretor inglês.
Já Iñarritú fez um imbróglio de sons (que ficou pior mal-legendado) sem imagem. Ou quase sim. As imagens eram poucas e esparsas; apenas o balé das pessoas se jogando do WTC. Eu gostei um pouco.
O do diretor japonês, creio que ninguém conseguiu relacionar com a tragédia de NY. Era sobre um homem que voltava da Segunda Guerra agindo como cobra (!). Talvez tivesse a ver com o fato do oponente japonês serem os EUA, mas ficou enigmático demais. Mas é uma história legal (e o cara parece mesmo uma cobra).
O que menos gostei foi o do diretor... acho que de Israel. Fez uma história muito boba a partir de um atentado acontecido em Israel ao mesmo tempo do do WTC. Parecia um argumento de um aspirante a cinema de 2o grau!

4.10.02

Festival VIII

Quinta.
1:01 (?) da tarde: Madame Satã. Muito legal. O espírito da Lapa, presente. A macheza de Madame Satã (que só vira M.S. lá pelo fim do filme) é notória. A fotografia é muito esperta. Recomendo!
7:00 da noite: Meu primeiro homem (My first Mister). Esse filme parece meu livro! Metade dele pelo menos... Leelee Sobieski parece ter trocado de papel com Christina Ricci. Está gótica, de cabelos pretos. Roteiro esperto. Participação de John Goodman. Vai estrear em circuito. Recomendo!
11 da noite: Meu namorado Pumpkin (Pumpkin). Christina Ricci parece ter trocado de papel com Leelee Sobieski. Está patty, patty, patty, como Carolyn. Mas sua felicidade e sua "vida perfeita" desabam quando ela se apaixona por Pumpkin, o atleta deficiente que devia ajudar nas Olimpíadas. Pior que a legenda é eletrônica, ou seja, não está comprado e pode não passar mais no Brasil.
Dois momentos memoráveis:
Quando a mãe superprotetora de Pumpkin entra no quarto dele e dá de cara com os dois na cama: "Você estuprou meu filho!!!".
E quando o ex-namorado de Carolyn ameaça surrar Pumpkin, que aparece no baile de formatura de Carolyn... "Se é homem pra roubar minha mulher, tem que ser homem pra bater em mim!". Todos tentam segurá-lo e impedi-lo - afinal o garoto é deficiente - enquanto Pumpkin gagueja: "O-out-side!" (Lá fora!). O cinema veio abaixo.
Recomendadíssimo! Corram pra ver!
Festival VII

Quarta.
Eu errei um código e pedi o ingresso antecipado errado. Com isso, tive que deixar de ver Samy e eu pra ver A viagem de Chihiro.
7 da noite: A viagem de Chihiro (Spirited away/ Chihiro alguma coisa). Todo mundo fala bem desse filme. E, realmente, é um épico. É engraçado, é universal, é lindamente desenhado (e dura 2 horas e 5 min, que passam bem rápido). Novamente, um "filme do Lynch". Isso acontece em vários mangás e animes... é que a cultura oriental tem outra noção de contar uma história. Recomendo!
9:40 da noite: Irreversível (Irreversible). Epiléticos, afastem-se. A tela pisca e roda. Muito. Está a serviço da história, tudo bem, mas o lanche do McDonalds quase voltou. A história é contada como em Amnésia, ao contrário. Tudo isso porque o filme é entrópico... sabe a entropia, a lei que diz que a tendência de qualquer sistema é murchar e desaparecer? Essa. O lema do filme é "o tempo destrói tudo". Quem fez esse filme ainda não descobriu o reverso da moeda da entropia, a Teoria do Caos. Mas vá lá.
A famosa cena de estupro de dez minutos me lembrou outra, e teve o mesmo efeito desta; em Cidade de Deus, a esposa de Mané Galinha é estuprada por Zé Pequeno. O que vemos da cena são dois ou três flashes de fração de segundo, enquanto o som (da brutalidade do estuprador e do sofrimento da mulher) permanece todo o tempo, e depois a mulher fora de foco, ao fundo, humilhada. Ambas as cenas causaram exatamente a mesma repulsa. O tempo que elas duram colabora para o mesmo efeito.
De qualquer modo o filme é forte pra caramba. JP disse uma coisa certa: "Eu não teria coragem de recomendar isto pra ninguém".

1.10.02

Pause para explicar meu intenso ódio

Nesse nefasto esquema (abaixo) é que vivem minha mãe e seu namorado (moram na Lagoa). Depois ela "não entende" porque não moro com ela. Vou é morar no Grajaú, onde ela nunca vai ter coragem de "arriscar a pele", e me livrar de uma vez por todas. Minha mãe me acha louca porque gosto bastante do triunvirato Tijuca-Vila Isabel-Grajaú. "Tem favela!!!!" E minha filha, ou minha mãe, o que que tem em Botafogo? Hein? Dona Marta existe. "Não tem praia!" Eu vou à praia duas vezes por ano e olhe lá. Tenho cultivado uma cor meio mórbida pra combinar com o cabelo ruivo. "Não tem nada!" Opa, aí é que pega. Realmente, não tem desses lugares pra "ver e ser visto". Que bom, porque abomino isso. Enfim. Só vejo vantagens.
Quero ir morar num andar alto, nessa área - que é barata - num apartamento de um quarto, protegida de favela, perto do metrô (que ainda não rola essa de carro; primeiro, casa).
Aceito doações.
Socorro!
Festival VI

Terça.
1 da tarde. Separações. Sala cheia, imprensa em cima. O filme foi dedicado, entre outros, a quem circula pelo Baixo Gávea e Leblon. Engoli em seco. O pessoal que circula pelo filme, tão moderno (lembre-se que "somos" pós-modernos), com aquela história de manter as aparências, casar "pra ter companhia", depois ficar um traindo o outro pelas costas sem ter colhões pra se separar e desorganizar a vidinha tão esquematizadinhazinha... os fins de tarde sorrindo no boteco chique, enchendo a cara pra esquecer as merdas que fez e as futilidades praticadas, fazer mais merda quando bêbado e usar a desculpa de que ama o amorrr... teorias empurradas com a barriga de chope. O primeiro filme no festival que odiei. Por causa do povo dele. Tem tiradas engraçadas sim, e eu ri sem culpa. Mas preferia que todo esse bububu no bobobó fosse pro 2 perdidos numa noite suja, que merecia tão mais... Não é porque o Separações é "filme de rico", ser rico é bão e não tem nada de errado, mas o esqueminha de vida Baixo Gávea é tão medíocre... Me enerva que tais sujeitos possam se achar artistas. Morram! De cirrose e câncer pulmonar.
Festival V

Segunda.
1:00 da tarde: Dois perdidos numa noite suja. Puta filme (pra não fugir ao vocabulário de Paco). Débora Falabella, maravilhosa. Tipo, apesar das drogas, esqueça a Mel que você viu na novela. Ela acabou de provar que sabe ser versátil, que sabe criar um personagem diferente do outro, que sabe dar coesão e coerência a personagens por si já fragmentários. Você a vê na tela e pergunta: "quem é aquele garoto?". Enfim, uma puta atriz. E o cara que faz o Tonho (que crime, esqueci o nome), perfeito como um mané de Governador Valadares. O diretor, José Joffily, fez um filme com tudo, comida pesada mas que desce muito bem. Nada é gratuito. Tudo, desde a violência até a sensualidade, é bem-dosado e funciona. Nem tudo é explicado. Trilha sonora perfeita. A sessão popular (a 2 reais, no Odeon) não estava cheia, ao contrário da de Separações hoje. Mas eu amei, recomendo muuuuuuito!!!!!
4 da tarde: Ali. Outro puta filme. Toda a negritude - a black music, a África - é convocada para contar a vida do boxeador lendário. Procura-se mostrar todos os aspectos da vida dele, como algumas conquistas lhe foram sendo tiradas, as convicções de Ali. Eu não gosto de boxe e adorei. Amei. Eu quis ser negra para ter aquela força. Muito legal. Filmaço. Recomendo.
11:30 da noite: Cinemania. Filme sobre adoradores de cinema que mostra como somos ridículos. É legal, mas vidas de nerd não são tããão legais assim e alguns são problemáticos. E realmente, os cinemas deveriam parar de vender pipoca.

30.9.02

Festival IV

Domingo.
2 da tarde: Full Frontal. Filme pra fãs de Soderbergh (isso não é ruim). Personagens legais, adorei o lance do "nome pornô" e de listar todos os países da África como critério de reengenharia empresarial (sério). Filme-boneca-russa, bem realizado, cena hilária com David Duchovny (huahuahua)...
5 da tarde: Ainda estou viva (Vivante). Emocionante sem ser piegas. Bem sei que isso é um lugar-comum, mas foi o que me veio à mente. Não tem lições de moral estúpidas, nem pessoas dizendo eu te amo no final, nem canções de violino se elevando ao fundo. É um filme pra se deixar levar e assistir com o coração na mão -- não um filme pra ser blasé, tá bem? Recomendo muito!
10 da noite: Cuide das minhas coisas (Take care of my cat). O gato é muito fofo mas não é tão importante. O importante são as coreanas às voltas com seus empregos e amizades e famílias. Muito legal. Destaque para a cena do coreano no ônibus: "desculpe incomodar sua viagem, tenho aqui escovas multicoloridas para toda a família, para quem tem família grande é uma mão na roda, cada um pode ter sua cor e ninguém vai se confundir, ou use uma pra cada dia da semana...". Recomendo!!!
Festival III

Sábado.
4:30 da tarde: O miado do gato (Cat's meow). Tem o roteiro esperto, personagens interessantes, roupas e música maneiras (anos 20!). Atores ótimos, em sintonia com seus personagens e bem-caracterizados. Tem a namoradinha do Homem-Aranha, pra quem gosta. Lembra Gosford Park. Mas não chego a recomendar.
11:30 da noite: Utena, a Guerreira (Utena alguma coisa). Animation com muitas colegiais de mangas bufantes e saiotes, rosa-chiclete-tutti-frutti e... rosas. Mas o roteiro é enxutíssimo, poderosíssimo, só diz as coisas uma vez, não-linearmente... é tão difícil juntar os pedaços como um filme do Lynch (e isso não é nada mau, muito pelo contrário). Ah, cara, quer saber? É totalmente Lynchiano. Recomendo Muito! Mas presta atenção.
Festival II

Sexta-feira.
5:30 da tarde: O reencontro (Klassfesten). Filme alemão. Poderia passar em qualquer Cinemark, se não fosse alemão. Trilha sonora: Heroes, versão David Bowie. Um cara domado pela mulher resolve comparecer à reunião do colégio pra ter a chance de reencontrar a ex-namorada (a cool Hillevi). Muito pop. Recomendo.
8:00 da noite: Prêmio Nobel (IgNobel). Filme falado em italiano e alemão com legendas em espanhol; deveria ser chamado de Prêmio Babel. JP gostou mais do que eu. Filme em que a viagem é mais importante que a chegada. Um escritor faz a viagem de carro até onde lhe será dado o prêmio Nobel com um jovem repórter, filho da mulher que ele mais amou. Mais alternativo. Anguloso. JP recomenda...
10:30 da noite: O voto é secreto (sei lá). Filme iraniano. Bem arrastado. A sinopse que dá a entender algo meio surrealista (uma urna de votação cai no meio do nada e uma agente da eleição faz de tudo pra manter o voto secreto). Mas na verdade, isso parece que existe mesmo, é um sistema curioso para chegar às áreas isoladas do Irã e garantir que todos tenham o direito de voto. Tem algumas sacadas legais, como a do sinal vermelho no meio do deserto, mostrar as muçulmanas sendo impedidas de votar livremente, e a ironia de uma menina de 12 anos poder casar mas não votar... mas é chato pra caramba!
Festival I

Agora já mandei o livro pro Jorge (o editor) e não tenho possibilidade de encontrá-lo até o fim do Festival do Rio porque vou ver uns 32 filmes (ufa). Então aqui vai uma série de críticas absolutamente descompromissadas e pessoais (assim como a minha seleção de filmes; eu NÃO vou ver o Pianista nem o Fale com ela)...

27.9.02

Momento Jabá

Estou vidrada nessa banda que recém-descobri, ou melhor, nessa música específica; o nome dela é "Tantric Porno" e a banda é Bardo Pond. Parece (e lá vou eu tentar fazer uma comparação) The Doors, mas pós-rock. As outras músicas são menos boas, mas essa... é fantástica.
Nuts I

Ah, a academia de ginástica. Sou pelo slogan "mente sã, corpo são". Pena que nem todo mundo é - às vezes o que falta é o corpo, às vezes...
Quando vou pra academia, tenho que aturar, além da terrível programação Jovempaniana, locutores berrando anúncios da festa mais elitizada do Rio!. Outro dia, começou a música nova da Kelly Key e uma das patties loiras deu um pulo: "Oh, a música nova da Kelly Key! Toca toda hora lá na Nuth. É lá na Barra. Eu tô sempre lá!". A súmula das abominações!

Nuts II

Olha com o que me deparo, e logo de manhã, na seção de reclamações do Rio Show (tudo bem, eu sou a única que lê aquilo): "Fui à boate Nuth e fiquei perplexa ao ver um laguinho com peixes. O aquário fica colado à pista de dança e recebe a vibração da música. Não precisa ser um especialista para saber o quanto prejudicial isso pode ser aos peixes. (...)" Huahuahuahuahua. Realmente, deve fazer muito mal aos peixes ouvir Kelly Key o dia inteiro. Eles se divertiriam muito mais na privada da Bunker.

Nonsense

Dormi com um tatu de pelúcia que ganhei no McLanche Feliz e quando acordei ele ainda estava lá! Realmente, um tipo em extinção!

25.9.02

23.9.02

Primavera

dos Livros. Fui lá, encontrei uns livros e umas pessoas. Cheio, mas não insuportável. Primavera só no nome: tempo de inverno paulista. Quedê as flores?
Arg, estou sentindo um cheiro de maconha. Deve ser alucinação olfativa. Ou minha vó está fumando lá na sala.

Próximo passo...

Encontrar meu editor pra discutir coisas do livro. O que vai ser difícil, porque minha impressora se nega a funcionar e não sei se quero gastar minha grana pra tirá-la da greve. Máquinas também se rebelam (ah, Metrópolis vai passar no Festival do Rio!!).
Devo entregar o texto cru do livro pra ele via disquete ou e-mail. Está meio fora de ordem, mas não faz mal.
O grande problema é o enredo. Dessa vez é linear e lógico (bem, um bocado mais). Continua sendo experimental, bundões, mas (e aqui o óbvio ululante) ficar sempre fazendo o mesmo experimento deixa de ser experimental. Então experimentei uma colagem no enredo. Vários temas universais conhecidos. Mas ficou difícil, porque não posso mexer numa parte da história livremente (como em No Shopping); uma parte afeta a outra. Com isso que estou tendo problemas.
Outro problema é arranjar soluções de enredo criativas. Sabe que os best-sellers não têm problema com isso. Geralmente tudo acaba em eu-sou-sua-mãe-meu-filho! ou então-você-de-quem-eu-nunca-desconfiei-era-o-assassino ou sexo mesmo. Eu não quero ser óbvia, mas nem sempre sei como.
E ainda tem gente que pensa que escritor é trabalho de preguiçoso...

21.9.02

Araras

Me diverti um bocado no meu sítio. O único problema é que aquele silêncio-de-campo - sabem, muuuu, cócoricó, au-au, meooowww, cric cric cric criiiic - me deu pesadelos. Acordei às 3 da manhã e assisti o sol nascer por trás da piscina (e os passarinhos despertando, brigando pelas fêmeas e arrancando as penas um dos outros - é primavera). E a piscina estava um gelo. Entrei até a coxa e saí. Vi a minha gata, Mila, cada vez mais gorda.
Vou levar uma penca de gente pra Araras, vou sim. Assim que eu puder.

O horror, o horror

foi adiado em uma semana. Só volto às aulas - e começo a estudar de manhã! - dia 30, ainda bem.

Roteirizada!

Um amigo meu disse que quer roteirizar certa peripécia minha que está aí pra baixo, a da Bunker. Que legal!

19.9.02

BRRLLL

Amanhã eu vou mergulhar numa piscina beeem azul e correr pelos campos verdejantes... E vocês?
Não?
Olha. Não precisam me desejar mal. Isso é apenas uma auto-pré-compensação porque a partir de segunda-feira vou estudar de manhã (de novo!). Tipo, sete e meia. Tão vendo a hora desse post? Quatro e meia. Pois então. E eu ainda estou longe de sentir sono.
Pra mim, estudar de manhã é o que há de pior na face da terra. Não sei como quase todo mundo prefere. Acho que vou fazer como a Maria Luiza (ahá! o livro continua...) e virar... Almoçar (jantar?) uma da tarde, dormir, acordar nove da noite, jantar (almoçar?), passar a noite acordada, fazer um lanche (café da manhã???), ir pra faculdade, etc.

18.9.02

Maldita mídia manipulativa!

Mamma mia! Tô brincando, em parte. O Globo já escancarou o apoio ao Serra, mas principalmente o ataque ao Lula. Antes estavam poupando o petista, mas agora isso é incontestável; começou assim que o Ciro ultrapassou (negativamente, huahuahua) o Serra.
Mas vocês já leram aquele delicioso livrinho (ou intragável calhamaço, urp!) do Antonio Negri e do Michael não sei das quantas (Bolton? Não, esse canta)? Falo de Império. Bem, eu consegui ler cerca de um sexto dele, o que significa que estou começando a pegar o espírito do que eles queriam dizer. Que a nova subversão terá de vir mesclada ao Império, porque ele abarca todo e qualquer núcleo da civilização humana, blábláblá.
E você repara (engraçado...) que os colunistas do Globo não gostam muito do Serra, até citando o debate cara-a-cara com ele no auditório do jornal. É o Zuenir Ventura, o Verissimo, o Mauro Rasi - segunda, foi a Cora Ronái. O que significa que dentro do jornal tem um espaço para a opinião de uma certa elite pensante, que com toda certeza sabe que o jornal apóia o candidato do qual eles não gostam, mas já perceberam que isso não é motivo pra ficar eternamente no JB - pelo contrário, sua "vira-casaquice" pode até servir para chamar atenção do leitor do Globo para o outro lado. Afinal, a grande maioria do público leitor sabe que é manipulado e isso não parece adiantar muito.
Dá vontade de dizer: rárárá, que mulas, um bando de subversivos na folha de pagamento deles. Engraçado como o capitalismo come o próprio rabo; se o leitor vai passar a comprar ou assinar o jornal por causa de um conteúdo, não importa se esse conteúdo é contrário ao que querem passar (eles também sabem), vai ficar lá. Só não pode é pisar na bola quanto ao código de ética; isso não.
Isso vale também pros jabás de gravadoras e afins; apesar do Megazine ser cheio de jabá sobre séries de tv e bandas e livros best-sellers, tem também o escondido Rio Fanzine com a informação alternativa, filtrada apenas pelo gosto do Tom Leão e seus compadres (acho ótimo, viu?).
Enfim. Tá tudo lá pra quem quer ver.
Esse foi o meu momento Observatório da Imprensa. Bip!

15.9.02

O Aterro

Não acredito que a verdadeira felicidade a ser almejada esteja dentro de um carro com ar-condicionado ou entre as páginas da Caras Edição Casais. Tenho a impressão de que os casais realmente felizes andam juntos pelo Aterro. Não que todos os casais que caminham pelo Aterro o sejam, mas os felizes estão lá, com certeza.
Conta andar por um lugar ermo, mas aprazível - se fosse em Londres, seriam os parks, especialmente o Hyde Park - de mãos dadas, com a capacidade de não se dizer nada. E não vale correr lado a lado na ciclovia. Eu digo andar devagar, quase sem objetivo diferente de passar o tempo com quem você gosta. E não na ciclovia, mas no canteiro central, onde tem grama. Onde quase ninguém vê que se está apaixonado. Casais novos, velhos, altos, baixos, magros, gordos, com filho, sem filho. No Aterro.

13.9.02

Pensamentinho

Tô pensando. Quando eu vou a um lugar legal, meu impulso quase nunca é "voltar assim que possível". Eu fico degustando as sensações, lembrando de tudo bem picadinho, voltando mentalmente, esse momento e aquele, e só depois eu volto. Coisa de quem não tem dinheiro pra sair sempre? Sabedoria? Falta de impulso consumista?
Também com vinhos. Eu não bebo (não gosto do gosto do álcool), mas sempre que provo um vinho, deixo minhas papilas se renderem a ele (e aquele negócio da duração do sabor, quando dura mais é melhor, sou terrivelmente sensível). E tem gente que pega num vinho para impressionar a mulher, para se embebedar com classe, para posar de rico. As coisas não têm servido para o que servem.
Férias

Finalmente, o merecido descanso. Tá certo que não terminou exatamente o período, falta filmar um nadinha do filme e depois editar. Mas oficialmente, férias.
Vi "A Bela e a Fera" com o cinema quase vazio, e o principal: apenas uma criança! Como não podia deixar de ser, era uma criança barulhenta e chata. "Mãe, eu sei que tá escuro assim por causa que está no castelo da Fera..." - SHHH! - "...mas eu não tô com medo..." - SHHH! - "...a Bela tá com medo." SHHH! E a mãe, nada. Certamente lá vem mais um adolescente idiota que taca pipoca nos outros no cinema e vai em comboio com toda a turma da escola pra fazer social durante o filme.
Mudei de lugar, fazer o quê? O filme é lindo, é o meu preferido da Disney junto com "Corcunda de Notre Dame", em parte porque eu era exatamente como a Bela (ou Belle): mergulhada em livros e desprezando os bonitões pretensiosos da escola. Nhé, um dia eu conto essa história.
Depois vi um filme chamado "Noturno Indiano" lá na UERJ. Apenas muito louco.
O dia terminou comigo vendo o longa metragem da Sakura (Card Captor), que saiu agora nas bancas pelo abusivo preço de 18,90 (!). Mas valeu a pena, para vê-la (já com uns 11, 12 anos) se acertando com o Shoran.

12.9.02

Storyboard

Posso não ter feito o maldito roteiro do filme (Lady Murphy) sozinha, mas fiz um tosco storyboard (sobrou pra mim). Um dia eu posto os desenhos, quando eu conseguir um scanner.

9.9.02

Pronto

Agora a minha HP de mídia funciona (aqui à esquerda, em Desenhos e Fotos) e já tem fotos do meu cabelo vermelho (dentro de Fotos).

6.9.02

Tempo de mudar

Depois do Koleston 6646 (muahaha), resolvi começar um curso de tradução. Adorei. Me inscrevi logo depois de assistir uma aula. E sabe porquê?
Finalmente descobri o misterioso sentido da palavra berry. Berries são todas aquelas frutinhas silvestres: morango (strawberry), framboesa (raspberry), cassis (blackberry), e as menos cotadas, blueberry, cranberry, mulberry, bilberry, gooseberry. Eu estava revoltada por eles terem uma palavra simples para frutas silvestres e nós não. Mas nós temos! Berries são "bagas", as bolsinhas de suco das frutas silvestres. Mui fofo.

5.9.02

Noite do Prazer

Esta é uma música da qual ninguém sabe o cantor original, mas uma coisa é unânime: todos confundem o refrão.
"Na madrugada a vitrola rolando um blues/ TROCANDO DE BIQUINI SEM PARAR".
E na verdade é "Tocando B.B.King sem parar". É impressionante. Todos na minha faculdade achavam isso até que a Fernanda disse que não era bem assim. No livro "O matador", o matador tá levando um cara pra execução quando faz essa mesma piadinha. Deve ser porque a música deixa implícita uma festa meio sacana, e as pessoas (que tendem a simplificar as coisas quando não ouvem direito, tendem a desconhecer o B.B.King, e tendem a levar tudo pro pior lado) acham que o refrão "explicita" a coisa. Pior foi uma música ("Sunglasses at Night") em que as pessoas entenderam "masquerade" como "masturbate".
A outra coisa que eu ia falar era que na versão do Claudio Zoli de "Noite do Prazer" parece que ele é fanho, quando ele tenta forçar a voz. Percebi quando estava fazendo ginástica e passou no rádio. "Ãh mãh-druh-gãh-da..."
Cabelo novo, provedor novo

Meus cabelos estão vermelhos Koleston 6646 (muahaha). Um dia eu ponho uma foto; é que o BrTurbo (meu provedor) está uma bosta. Muitos tentaram ver meus desenhos (no espaço para homepages do BrTurbo) e não conseguiram e eu não recebo todos os e-mails que mandam pra conta desse provedor. Fora que todos os provedores do Velox baixaram o preço, menos ele. Maldito!
Vou sair dele ainda nesse mês. Quando eu tiver outro, posto a tal da foto.
Sakura Card Captors

Não sei se já mencionei alguma vez, mas eu adoro o mangá da Sakura. Pois bem, a quem interessar, descobri que o inédito filme da caçadora de cartas fujonas vai sair em vídeo no Brasil. O vídeo virá numa edição especial da revista "Herói" que vai sair neste mesmo mês da graça de setembro. Eu já estou caçando o meu.

2.9.02

Creepy baby

Como prometido, falo de "O Baby" - o terceiro filme da maratona do cine Odeon. É um suspense trashão anos 70. A história: uma assistente social quer recuperar um cara que é tratado - e age - como bebê (mesmo já tendo uns 30 anos na cara) pela mãe e 2 irmãs. A assistente desconfia que ele não é retardado como elas dizem. Pois bem, as suspeitas dela se confirmam e as megeras fazem ela perder o emprego. Aí elas tentam matá-la. Mas a ex-assistente social se safa e ainda leva o bebê pra casa. As megeras recebem uma carta dela, dizendo que vai recuperar o Bebê e fazê-lo virar um adulto. Desesperadas, vão até a casa dela - onde ela mora com a sogra - e acabam, as três, numa vala. Viva!, você pensa.
Aí é que vem a surpresa. Não leia se o início te interessou e você acha que vai conseguir ver esse filme alguma vez na vida. Mas aí a assistente social aparece entrando num quarto, e vemos seu marido arquiteto (que ela passou o filme todo dizendo que sofreu um terrível acidente) brincando com blocos de montar e agindo como bebê! Ela traz o Bebê para brincar com seu marido e mostra os novos brinquedos dos dois: bóias! A vala onde as megeras foram jogadas virou uma piscina, onde a assistente social brinca com os dois Bebês...
Brrrr... Creepy.
Só pra falar do Lynch

Dois anos. Este foi o período que o ator e modelo brasileiro Pedro Andrade dispôs para dar uma guinada na vida, após deixar o Brasil em busca de um lugar ao sol - ou nos palcos - na atribulada Nova York. Desfilou a beleza em passarelas para grifes poderosas e se embrenhou pelo circuito off-Broadway em produções que, depois, o levaram a seriados de TV, como "Dawson's Creek". Virou darling em pouco tempo. A ponto de o hermético cineasta David Lynch o convidar para estrelar (isso mesmo, ele é protagonista) "Our Lady Sorrow", a mais recente produção do diretor de Veludo azul. ''Foi duro. Fiz 11 testes. No último, David me colocou diante de um refletor. Ficou olhando para mim durante quinze minutos sem pronunciar uma palavra. No final disse: 'o papel é seu''', conta Pedro, que, na disputa, venceu Matt Damon. O longa será lançado no Sundance Film Festival, em fevereiro.

Deixou o cara 15 minutos na frente de um refletor? Esse é dos meus! Filma meu livro Lynch!

31.8.02

É uma brasa, mora?

Fui à maratona vira-madrugada do Cine Odeon. Passaram três filmes: o Austin Powers 3, um surpresa e "O baby", terror trash.
O Austin Powers 3 abusa dos trocadilhos intraduzíveis, o que tira boa parte da graça em português. Mas vale só pela abertura em que, entre outras coisas, Austin explode a cabeça de Britney Spears.
O filme surpresa. Permitam-me estender-me nessa parte. O filme surpresa foi "Roberto Carlos em ritmo de aventura". Sabe qual a história? Pois é, nem eu. Parecia filme de estudante de Comunicação. A desculpa era eles terem perdido o roteiro no final da primeira seqüência (pois era um filme meio metalingüístico). Tinha o José Lewgoy e o Reginaldo Faria novinhos. E... e... o Roberto Carlos vestido nos mesmos moldes do Austin Powers, inclusive usando uma abotoadura dourada com seu nome. E uma vilã que queria raptá-lo para alimentar um computador ("cérebro eletrônico") com seu talento musical. A vilã aparecia vestida com um sutil macacão de lurex branco (aquele que brilha), a cintura marcada por um cinto parecido com o Elysée Belt, e um colete sem mangas que ia até o chão.
O computador encarregado de decifrar o talento musical de Roberto cospe um formulário contínuo (impressão matricial) que diz o seguinte: "Roberto Carlos é um perigo. Ele é uma brasa, mora?"
Você pensa que isso foi pioneiro do "Missão Impossível", mas Roberto Carlos foi o primeiro a atravessar um túnel dentro de um helicóptero. Aliás, a seqüência do helicóptero é a mais memorável. Ele passa pela Praia de Botafogo, e não existe aquele viaduto que leva à Policlínica, nem o Edifício Mourisco (aquele com o Globo Dourado, no final da Voluntários). Ele passa pelo lugar onde deveria estar o Rio Off-Price, e o shopping não está lá. O mais chocante foi quando ele chegou ao fim de Botafogo e vimos, no lugar do Rio Sul, um imenso terreno baldio (e a igrejinha rosa do lado). Um cara até gritou:
- Ih, roubaram o Rio Sul!
Roberto Carlos viaja num engradado para os EUA. Roberto Carlos canta "Como é grande o meu amor por você" para uma boneca de pano. Roberto Carlos decola num foguete da NASA e se comunica com os amigos no Brasil
- Ih, a Terra é azul!
Roberto Carlos percebe que está em cima do Brasil e manda essa:
- Pessoa-al, eu salto aqui!
E salta. De pára-quedas!
Chega, depois eu falo de "O baby".

30.8.02

Par de versos sem sentido mas com rima rica

Eu consigo agarrar e matar mosquitos no ar
E atirei num cara um panfleto do Jorge Bittar
Seja lá como se escreva isso

Gianechinni ou Giannechini ou Giannechinni?
Nietszche ou Nietzsche ou Nietchxsxszche?
Sujismundo ou Sugismundo ou Sigismundo?
Calvin Kline ou Kevin Kline ou Kalvin Klein? (depois daquela crônica do Verissimo me confundi)
"Projeto Catchup no Espinafre" ou "Como tornar um vídeo de Marketing Palatável"

Dos inúmeros chatos projetos finais sugeridos pela professora de Marketing, decidimos encarar o vídeo. Este é o outro filme que estou fazendo.
Dona Fátima não sabia onde estava se metendo.
Vamos usar trechos de "A fantástica fábrica de chocolate" (Umpa-Lumpas são empregados exemplares), "Dilbert", "Como enlouquecer seu chefe" (filme hilário com atores desconhecidos) e "Fábrica de loucuras" (exemplar genérico da Sessão da Tarde).
A trilha do vídeo terá house, muita house, Kraftwerk, Belle e Sebastian, Beatles e Morcheeba.
Queremos fazer algo pelos nossos calouros, coitados.

28.8.02

Lady Murphy

Esse vai ser o título do filme que estou fazendo.
Mas hoje eu que encarnei a personagem "Lady Murphy". Me vesti pra faculdade, botei o tênis novo e saí. Fui comprar papel almaço pra prova, porque tinha perdido os meus na minha última arrumação. Rumei pra faculdade. O tênis novo começou a massacrar um dedinho meu. Começou a chover, molhando meus óculos. Assim que tirei os óculos parou de chover. Coloquei-os de novo. Cheguei na prova, recebi as cinco questões e percebi que não tinha lido o texto de duas perguntas, e de uma havia lido o texto há tanto tempo que mal me lembrava. Assim que levantei os olhos das perguntas, ouvi o professor falar que era sem consulta (sendo que todas as outras provas desse gênero são com consulta). Desesperada, demorei a começar. Quando estava enrolando na última questão, ouvi o professor dizer que quem não sabia, era melhor não enrolar - porque senão ele simpatizaria menos (MENOS AINDA??) com a prova. Quando entreguei a prova, saí louca por um doce e fui comprar. Um Talento pequeno (quatro quadrados) era 70 centavos (roubo!). Usei a embalagem do Talento para proteger o dedinho do pé machucado...
Chega, né? Só mais uma coisa: acabei de terminar meu trabalho sobre novelas mexicanas x novelas brasileiras. E amanhã tenho que acordar antes das 8 para fazer um trabalho de Fotografia.
Tão sentindo? Tão?
Só na Bunker mesmo

Sábado fomos eu e JP pra Bunker. Não estava muito cheio, mas a música estava boa. Eu dei um "toco dançante" num cara, JP foi confundido com um vendedor de ecstasy por um gringo e eu fui cantada por uma mulher (e disse não, duh). Fazia um tempão que não ia à Bunker, esqueci até como era divertido.

24.8.02

Weirdest thing II

Agora peguei o dado de novo, o número que estava para cima era três. Enquanto jogava ele fiquei pensando: SETE. Sete?
Caiu quatro. Quatro e três são sete.
Weirdest thing

Eu achei um dado e resolvi jogá-lo para ver se eu ia acertar o número que ia dar. Pensei em seis, joguei e deu seis. Assim que olhei a face do dado, tive um flash de oito bolinhas (quatro de cada lado).
"Oito? Mas oito não é possível!"
Resolvi que ia dar dois. Joguei o dado e ele caiu entre as almofadas do sofá. As faces que estavam para cima eram dois e seis (soma oito). A face com o dois estava ligeiramente mais para cima que a outra.
Credo.
Historinha

Eu estava indo a pé para a Colortel, pegar uns vídeos prum trabalho, três problemas: é o lado underground de Botafogo, era de noite, estava engarrafado. Os carros parados tinham homens dentro, que olhavam pra minha bunda e peitos. Eu estava odiando. Dois caras num carro me gritaram alguma coisa e eu perguntei se estavam falando comigo. Eles assistiram paralisados: joguei uma garrafa de plástico pela janela deles. Virei e continuei, feliz da vida, mas pensei que eles poderiam querer se vingar, e imediatamente procurei no chão alguma outra arma. Sim, logo à frente havia uma calçada destruída cheia de PEDRAS bem grandes. Peguei uma bonita, dei uma limpada e continuei andando com ela na minha mão. Reparei, que engraçado, que um vácuo de carros se recém-formara ao meu lado, mesmo com todo aquele engarrafamento. Coisa curiosa. Andei até a videolocadora sem ser molestada de nenhuma forma. Guardei a pedra na mochila, peguei meus vídeos, e saí, pensando: "pareço louca carregando a pedra, e além do mais, não deve ser por causa da pedra que não estão mexendo comigo". Imediatamente após um imbecil disse alguma coisa. Imediatamente eu abri a mochila e joguei a pedra nele, mas o sujeito já estava longe e não pegou aonde eu mirei (na perna). Abaixei e peguei outra pedra, um pouco maior. As pessoas na calçada passavam junto ao meio-fio, bem longe de mim. Quando cheguei em casa, deixei a pedra no jardim. Bacana.
Louca, eu? Louco é quem não faz nada. Eu tenho o direito de ir e vir, está lá na declaração universal, preto no branco, não é uma tradição machista que vai me impedir.
Sai dessa

Imagine que eu estava ouvindo Neil Young enquanto navegava e me vem um banner com a seguinte música tocando: Noite do Prazer, versão Cláudio Zoli.
Cancela, cancela, cancela! Morra, morra, morra!
Lelê, Lelêêê...

Trabáia, trabáia... Vocês já devem ter visto a lista que está aí pra baixo. A lista do que eu tinha pra fazer. Pois é, estou fazendo as coisas da lista. A duras penas.
Quinta feira, 5 da manhã: me preparo para dormir após finalizar o roteiro (tendo dormido à mesma hora, pelo mesmo motivo, no dia anterior) do filme de Marketing. A porra lida até com Teoria de Caos, não foi ruim, apenas exaustivo.
Quinta-feira, 8:30 da manhã: o despertador me acorda com uma daquelas músicas horríveis da Antena Um (acho que vou mudar pra Maldita FM). Eu me arrasto pra fora da cama e espero quinze minutos até a atriz e a produtora chegarem. É outro filme que será feito hoje, o sobre a Lei de Murphy (que irônico). Chegam o professor, o cara do boom, a diretora e já vêem os móveis no lugar. Eu começo a organizar a bagunça que precisamos para o cenário. Sacos plásticos, caixas, embalagens, roupas, livros, revistas, copos, e... o disco do Jordy (eu e três loucos cometemos o roteiro).
Quinta-feira, 11:00 da noite: Eu entro na cozinha e abro a geladeira para pegar um mate. O mate não está lá. O cara do boom me avisa pra tomar cuidado.
- Por quê?
Ele aponta para cima e vejo o professor sobre a geladeira com a câmera. Eu não tinha percebido, devido ao meu esgotamento patente. Nessa altura, minha avó já havia participado do filme como figurante e meu namorado estava prestes a participar.
Sexta-feira, 00:15: Todas as internas foram filmadas; só faltam as externas. As pessoas se despedem e saem, deixando ainda uma pequena bagunça.
Sexta-feira, 1:30: eu finalmente durmo, pensando em como foi legal fazer o filme apesar da estafa.
Sexta-feira, 12:15: Acordo para receber mais pessoas para outro trabalho: um jogo.
Sexta-feira, 10:00 da noite: As pessoas vão embora sem ter terminado de fazer o jogo ainda.
Sábado: almoço com a mãe, aniversário da Luana na Bunker.
Domingo: talvez terminar o filme. Com certeza terminar o jogo e começar um outro trabalho.

19.8.02

E cruuuza a linha de chegada...

Tô brincando. Eu juro que li "O Matador" com o maior cuidado, apesar de ter acabado com ele em três abridas (entenda-se "abridas" como cada vez que abri o livro e li montes de capítulos). É que a concentração aumenta quando se está animada.
Acabaram os três livros que comprei na FNAC por estar louca pra lê-los. E olha que estava muito atarefada.
De qualquer modo, já tô de olho nos "Deuses Americanos" que meu namorado comprou. Li quinze páginas no ônibus (e fico enjoada lendo em ônibus, aliás, foi o que me fez parar).
E ainda tenho que escrever o meu, tenho idéias que vão se acumulando pois não tenho tempo para pô-las no papel. Mas setembro (minhas férias, creia) vem aí!
Odeio isso

Tem mais uma coisa que odeio. É passar na frente daquela novela das 8 maldita e ver o Gianechinni (ou seja lá como que se escreva isso) fingindo que toca Chopin. E não qualquer Chopin, mas o meu preferido, o Nocturne opus 9 número 2. Maldita pasteurização da música. Já não basta tocarem demais as músicas pop legais, fazendo a gente enjoar delas, agora vão fazer isso com as clássicas. Damn you.

15.8.02

O teclado-Sugismundo

Lembra do Sugismundo, o menino que não tomava banho? Pois é, encarnou no meu teclado. Eu gastei uns 20 cotonetes embebidos em álcool (dos dois lados) para limpar cada lado de cada teclinha. Tudo porque minha vó inventou de jogar a capa do teclado fora (porque eu nunca usava, mesmo!) e agora ficou me perguntando porque eu não colocava a capinha. Olhei bem pra ela, pra ver se ela se lembrava, e nada!
- Vó, você quis jogar ela fora!
- Eu? Tá maluca?
Ela está esclerosando, não sei não. Hum... que feio! Eu já estou indo pelo mesmo caminho...

12.8.02

No Shopping

Encontrei o Jorge, meu editor, na entrada do Cinemark do Botafogo Praia hoje. Disse para ele que estava terminando o livro novo e que pretendia entregá-lo até dezembro.
Livro complexo... mas acho que finalmente tive a idéia que faltava. Agora é ralar para revisar, explicar porque isso acontece se aquilo aconteceu (essa é a parte chata, odeio ter que ser lógica). E isso pode bem demorar cinco meses.
Debate

Não vi o debate dos candidatos a presidente, só o dos governadores do Rio, hoje. A Benedita, ao contrário das expectativas, é a que melhor fala. Atrás dela vem a Rosinha, muito boa em decorar milimetricamente o discurso de marketing que lhe ensinam. Os lanternas são a Solange Amaral e o niteroiense (ainda não decorei o nome dele). Ele se atrapalha muito, divaga, se perde nas palavras.
Eu sei que eu deveria reparar mais nas coisas sérias. Mas o que era aquele jornalista que falava como o Patolino? "Voshê é dexxxprexível!"

11.8.02

O livro laranja - a Missão

Terminei o livro laranja (Refresco). E imediatamente depois comecei o "Matador" da Patrícia Melo. Estava sem sono ontem e dei uma lida. Fui até o sexto capítulo, sem trégua, e passei meia hora de sexta hora do dia de hoje.

8.8.02

Sabe dessa?

O "Scary movie" (Todo mundo em pânico) originalmente se chamava....
"Last Summer I Screamed Because Halloween Fell On Friday the 13th" !!!!!!!
Contando as palavras

Agora o livro novo já tem 136.787 palavras. E continua crescendo. Ô coisa.
É inacreditável

Eu fui procurar o nome de "Rushmore" em português e o que acho???
O nome do filme em Portugal!
Agora está explicada essa onda de traduções ruins no Brasil... é herança ibérica! Só pode!
"Rushmore", em Portugal, chama-se "Gostam todos da mesma"!!!!
Duvida? Vai pra http://www.cinedie.com/rushmore.htm.
Fala sério...

5.8.02

A Jóquei

Todo mundo está sabendo daquela moça que vai correr no Grande Prêmio Brasil. Acho ótimo. Eu sempre pensei: ué, achar mulher pequena é mais fácil que achar homem pequeno, porque não estamos cheios de jóqueis mulheres?
Agora já sei, só pode ser o nome da profissão! Joqueta...
Imagine, você está numa festa e o cara te pergunta:
- E o que você faz da vida?
- Sou joqueta.
Ele engasga com o uísque, no mínimo!

4.8.02

Só mais uma coisa

Estou me sentindo livre hoje. Só pra ter uma idéia, estou ouvindo "Dur dur être bebé" do Jordy. Pronto, falei.
Mas engraçado, vejo as pessoas entrando em livrarias pra comprar Kafkas e Dostoiévskis. Vai num sebo, caramba! Os autores novos é que deviam (de-ve-riam) ser procurados em livrarias. Não é porque eu sou uma, não. Não me considero autora nova aliás. Já sou velha... muito velha... a morte se aproximando... chegando perto... inexoravelmente.
(Este final é dedicado ao JP).
O livro laranja e outros bichos

Fazia tempo que eu não lia livros bons assim. Passei na Fnac e arrebanhei 3 pérolas que estava a fim fazia muuuito tempo.
- O LIVRO LARANJA: "Refresco", de (ou "por") Rupert Thomson. Ô livro bão! E ainda me dá saudade de Londres!
- LIDO NO MESMO DIA: "As pessoas dos livros", Fernanda Young. "Mas já? Não aproveitou nada!" Claro que aproveitei, pô. Se gastei dinheiro com ele, é porque estava louca pra ler, e se estava louca pra ler, claro que só podia acabar rápido... duh!
- PRIMEIRO CAPÍTULO LIDO DE PÉ, NUMA LIVRARIA DO RIO SUL: "O matador", Patrícia Melo. "Inferno" é podre, todo mundo fala. Deve ser. Mas este é bom, e vai virar filme ("O homem do ano") com o Léo (ou será o Lucas?). Os próximos serão "Acqua Toffana" e "Elogio da Mentira", que também me apetecem.

Desculpem, comi muita bala de coco hoje.